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De olho em mercado de US$ 1,1 trilhão, O Boticário lança linha dedicada à saúde da mulher
Publicado 09/02/2026 • 12:07 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 09/02/2026 • 12:07 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O Boticário anunciou o lançamento da linha Cuide-se Bem Cereja de Fases, categoria de autocuidado voltada às diferentes fases do ciclo menstrual. Desenvolvida em colaboração com a Pantys e com apoio técnico-científico do Centro de Pesquisa da Mulher, a linha reúne dez itens que vão de sabonetes a hidratantes a produtos de alívio e perfumação.
Para o Grupo Boticário, a aposta ocorre em meio à expansão do mercado de saúde da mulher. Dados do Sebrae indicam que o setor deve movimentar US$ 1,186 trilhão globalmente até 2027.
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Internamente, a marca Cuide-se Bem já tem peso relevante no negócio: em 2025, registrou crescimento de dois dígitos e foi a maior marca do grupo em volume, com mais de 120 unidades vendidas por minuto, segundo dados internos.
Com dez itens, o portfólio atende diversas necessidades que surgem ao longo do ciclo, do banho à hidratação, passando por produtos de alívio, perfumação e cuidados específicos. São eles:
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A iniciativa tem como base um estudo proprietário conduzido em 2024 com 1.200 mulheres de 14 a 65 anos das regiões Sudeste e Nordeste, em parceria com a Consultoria Eixo e o Centro de Pesquisa da Mulher, núcleo criado pelo Grupo Boticário em 2025.
“Apostar em pesquisa própria foi uma decisão estratégica para orientar a inovação, reduzindo achismos e permitindo criar soluções mais aderentes à realidade das consumidoras. Ao inaugurar essa categoria, o Boticário transforma conhecimento em produto e amplia sua atuação em um território ainda pouco explorado pela indústria”, afirma Maria Emilia.
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O levantamento mapeou transformações físicas, emocionais e comportamentais da menarca à menopausa e serviu de base para o desenvolvimento da linha, certificada pela Mintel como a primeira do Brasil em cosméticos corporais desenhados especificamente para o ciclo menstrual.
Segundo a pesquisa, sintomas como cólica e tensão pré-menstrual permanecem presentes de forma consistente em todas as faixas etárias. A cólica atinge 69% das mulheres entre 16 e 24 anos, 63% entre 25 e 34 anos e 55% entre 35 e 44 anos. Já a TPM aparece em níveis semelhantes: 68% entre 35 e 44 anos, 66% entre 25 e 34 e 65% entre 16 e 24 anos.
Durante o ciclo menstrual, os principais incômodos relatados são inchaço (53%), dores de cabeça (49%), irritabilidade ou choro (48%), dores nas costas, pernas e pés (43%) e desejo por doces ou chocolate (44%).
Para 66% das entrevistadas, o alívio ainda está concentrado no uso de medicamentos, enquanto práticas de autocuidado aparecem de forma menos estruturada, como banhos mais longos (28%), exercícios físicos (16%), massagens (14%) e meditação (6%).
O estudo também amplia o olhar para fases menos abordadas pelo mercado. No climatério, período que pode durar décadas e atinge cerca de 29 milhões de pessoas no Brasil, segundo estimativas do IBGE, os sintomas mais citados são fogachos (52%), aumento da barriga (50%), ganho de peso (48%), alterações no sono e perda de libido (ambos com 46%). Nessa etapa, há maior adesão a estratégias ligadas à saúde, como exercícios físicos (41%), alimentação mais saudável (38%) e banhos relaxantes (32%).
Na gravidez, dores nas costas (76%), fadiga e alterações no sono (57%) lideram as queixas, enquanto hidratação da pele (74%), banhos mais demorados (52%), massagens e uso de suplementos (51%) figuram entre as principais medidas adotadas.
Já no puerpério, o levantamento aponta queda nas rotinas de autocuidado, em um contexto descrito pelas entrevistadas como de sobrecarga e solidão. Alteração do sono (61%), fadiga (56%) e flacidez da pele (54%) estão entre os incômodos mais citados.
Alterações na pele e nos cabelos também aparecem com relevância ao longo do ciclo. Durante a menstruação, 11% relatam mudanças capilares, sobretudo queda de cabelo (63%), além de aumento da oleosidade (50%).
Entre mulheres de 16 a 24 anos, 34% percebem mudanças na pele do corpo, como ressecamento, inchaço, sensibilidade e odor menstrual. No rosto, 38% associam o surgimento de espinhas às variações hormonais.
Ao investir em pesquisa própria, a empresa busca reduzir incertezas no desenvolvimento de produtos e ampliar sua atuação em um segmento ainda pouco explorado pela indústria de cosméticos no Brasil. A estratégia, segundo executivos do grupo, é de longo prazo e mira a personalização do autocuidado ao longo das diferentes fases da vida feminina.
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