CNBC

CNBCiPhone Duo testa poder da Apple como símbolo de status

Energia

Brasil deve ter o segundo menor custo de energia solar firme do mundo até 2035, projeta Irena

Publicado 16/10/2026 • 18:54 | Atualizado há 42 minutos

KEY POINTS

  • Projeções da Irena indicam uma mudança importante na competitividade da geração solar brasileira nos próximos anos.
  • A queda nos custos de armazenamento ganha destaque como um dos fatores que podem transformar o setor de energia renovável.
  • O crescimento de data centers, indústrias e projetos de hidrogênio verde aumenta a importância de fontes de eletricidade mais estáveis e previsíveis.
Energia solar no Brasil tem R$ 134 bilhões em investimentos ameaçados

Foto: unsplash

Energia solar no Brasil tem R$ 134 bilhões em investimentos ameaçados

O Brasil poderá registrar um dos menores custos mundiais para a geração de energia solar firme em 2035, com valor estimado em US$ 41 por megawatt-hora (MWh), equivalente a aproximadamente R$ 208,28. A projeção é da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) e foi divulgada pela Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) ao Broadcast nesta sexta-feira (16).

De acordo com o levantamento, o País ocupará a segunda posição entre os mercados analisados, ao lado de Omã, ficando atrás apenas da China, onde o custo estimado é de US$ 33/MWh (cerca de R$ 167,64).

A estimativa considera a integração entre painéis fotovoltaicos e sistemas de armazenamento em baterias, com nível de confiabilidade de 95%. Para a Absolar, os resultados demonstram o potencial brasileiro de ampliar a competitividade das fontes renováveis e diversificar a oferta de eletricidade.

O estudo 24/7 Renewables: The Economics of Firm Solar and Wind, elaborado pela Irena, analisa os custos de sistemas capazes de transformar fontes renováveis variáveis em um fornecimento de energia mais constante e previsível.

Leia mais: Estatal de energia nuclear prepara ação contra Galvani por patente em projeto bilionário de exploração de urânio no Ceará

Na projeção para 2035, a Índia apresenta custo próximo de US$ 47/MWh (R$ 238,76), enquanto Austrália e África do Sul aparecem em torno de US$ 50/MWh (R$ 254,00). Os Estados Unidos registram o maior valor entre os países avaliados, com aproximadamente US$ 59/MWh (R$ 299,72).

A agência esclarece que o custo nivelado de energia firme, conhecido como Firm LCOE, considera as despesas necessárias para disponibilizar eletricidade com determinado nível de confiabilidade. O indicador leva em conta fatores como características do projeto, condições de geração renovável e capacidade de armazenamento, não devendo ser interpretado como uma média válida para todos os empreendimentos de um país.

Queda no preço das baterias favorece a geração renovável

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Um dos fatores que contribuem para a redução dos custos é o barateamento dos sistemas de armazenamento. Entre 2010 e 2024, o custo global das baterias caiu 93%, passando de US$ 2.634/kWh (R$ 13.380,72) para US$ 197/kWh (R$ 1.000,76).

Em localidades com condições favoráveis de geração solar, a Irena estima que o custo da energia firme, situado entre US$ 65/MWh e US$ 82/MWh (R$ 330,20 a R$ 416,56) em 2025, poderá recuar para uma faixa de US$ 37/MWh a US$ 58/MWh (R$ 187,96 a R$ 294,64) em 2035. Na Bahia, uma região com elevada incidência solar apresenta custo estimado de US$ 65/MWh (R$ 330,20) em 2025, com previsão de queda para US$ 44/MWh (R$ 223,52) em 2030.

Leia mais: Solaria investirá US$ 5,7 bilhões em data centers e energia solar no Uruguai

Segundo a Absolar, a combinação de painéis solares com baterias permite armazenar parte da eletricidade produzida durante o dia e disponibilizá-la nos períodos de maior consumo. Essa flexibilidade pode reduzir a necessidade de fontes convencionais de apoio e melhorar o aproveitamento da infraestrutura elétrica existente.

O avanço de atividades com elevada demanda energética, como data centers, projetos de hidrogênio verde e indústrias eletrointensivas, também reforça a importância de fontes capazes de oferecer maior previsibilidade no fornecimento.

Para o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, a redução dos custos de armazenamento amplia as possibilidades de utilização estratégica da energia solar, permitindo ajustar a oferta aos horários de maior necessidade do sistema elétrico. Na China, a geração solar firme combinada com baterias já apresenta custos inferiores aos da eletricidade produzida a carvão e gás, enquanto outros mercados também avançam na adoção dessa tecnologia.

A presidente do Conselho de Administração da Absolar, Bárbara Rubim, avalia que essa evolução representa uma nova etapa para as energias renováveis, na qual a competitividade passa a depender não apenas do custo de geração, mas também da disponibilidade e da capacidade de atender à demanda.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Este conteúdo é um oferecimento de Law Infra

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Energia