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Excesso de petróleo pesado nas Américas pressiona o mercado internacional
Publicado 13/10/2026 • 11:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 13/10/2026 • 11:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Excesso de petróleo pesado nas Américas pressiona o mercado internacional
O aumento dos custos de transporte e os limites de produção das refinarias americanas dificultam a venda de petróleo pesado das Américas para outros mercados.
Além disso, enquanto países da Ásia e da Europa enfrentam dificuldades para garantir o abastecimento, produtores do continente americano acumulam barris e enfrentam queda nos preços das commodities.
De acordo com especialistas internacionais, o custo para transportar petróleo das Américas até a Ásia subiu consideravelmente desde o início do ano. Segundo estimativa, o aluguel de um navio de carga para essa rota passou de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões para mais de US$ 80 milhões (R$ 400 milhões).
O aumento acontece em meio a dificuldades para liberar navios que fazem transferências de petróleo no Golfo de Omã. Com menos embarcações disponíveis e fretes mais caros, exportadores enfrentam dificuldades para enviar seus produtos ao exterior.
Venezuela, Estados Unidos e Canadá produzem mais petróleo do que consomem e dependem das vendas internacionais para equilibrar seus mercados. Entretanto, o custo do transporte reduz a vantagem do petróleo pesado, que costuma custar menos e pode gerar mais combustíveis para as refinarias.

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Siga o Times | CNBCJunto com a dificuldade do frete, a oferta elevada pressiona os preços de diferentes tipos de petróleo pesado. De acordo com especialistas, os valores do Canadá, Colômbia e Equador caíram mais de US$ 10 por barril, atingindo o menor nível nos últimos meses.
A título de comparação, o mercado negociava o Western Canada Select, do Canadá, por cerca de US$ 74 o barril. O petróleo colombiano Vasconia custava aproximadamente US$ 84, enquanto o equatoriano Oriente girava em torno de US$ 76. Vale destacar que o petróleo pesado é referente ao material bruto e com maior nível de concentração.
Dessa forma, a produção recorde do Canadá, o aumento das exportações venezuelanas e a liberação de mais de 130 milhões de barris das reservas de emergência dos Estados Unidos ampliam a oferta disponível nas Américas.
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As refinarias dos Estados Unidos também dificultam o processamento do petróleo pesado. Segundo a Administração de Informação Energética (EIA), as instalações trabalharam com 93,5% da capacidade semanal neste ano, o maior nível em 28 anos.
As empresas buscam produzir mais combustíveis para aproveitar os preços elevados do diesel. No entanto, mesmo as refinarias preparadas para processar petróleo pesado mantêm limites para a quantidade que conseguem receber.
Com as instalações americanas perto da capacidade máxima e o transporte internacional mais caro, produtores enfrentam dificuldades para encontrar compradores. A situação mantém o petróleo pesado acumulado nas Américas, mesmo com consumidores de outras regiões em busca de mais oferta.
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