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G7 se aproxima de recorrer a reservas de petróleo para enfrentar alta de preços
Publicado 11/03/2026 • 09:21 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/03/2026 • 09:21 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Reuters
Usina de petróleo
As sete principais economias avançadas do mundo se aproximaram, nesta quarta-feira (11), da possibilidade de recorrer às reservas estratégicas de petróleo para enfrentar a alta dos preços do petróleo bruto causada pela guerra no Oriente Médio. Ministros da Energia afirmaram estar prontos para adotar “todas as medidas necessárias”.
O anúncio ocorreu antes de os líderes do G7 discutirem as amplas consequências econômicas da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã — agora em sua segunda semana — durante uma videoconferência presidida pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
Na terça-feira (10), os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE), sediada em Paris, realizaram conversas de crise para avaliar a segurança do abastecimento e a possível liberação de estoques emergenciais, enquanto o conflito agita os mercados.
“Em princípio, apoiamos a implementação de medidas proativas para lidar com a situação, incluindo o uso de reservas estratégicas”, disseram os ministros da Energia do G7, cuja presidência rotativa atualmente está com a França, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (11).
Eles afirmaram que estão coordenando ações dentro do grupo, com os países membros da AIE e também com outros parceiros.
“Concordamos em estar prontos para tomar todas as medidas necessárias em coordenação com os membros da AIE”, disseram.
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O mercado de petróleo bruto tem enfrentado forte volatilidade desde que Estados Unidos e Israel começaram a atacar o Irã no fim do mês passado. Teerã respondeu com ataques a alvos em toda a região do Golfo, rica em petróleo, e efetivamente fechou o Estreito de Ormuz.
O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse nesta quarta-feira que nenhuma decisão foi tomada “neste estágio”, mas que a reunião dos líderes do G7 “sem dúvida discutirá essa questão das reservas estratégicas”.
“Precisamos enviar uma mensagem muito clara: se não conseguirmos reabrir o Estreito de Ormuz, vamos substituí-lo com outro petróleo que virá de outras regiões e circulará pelo mundo”, afirmou em entrevista transmitida pela BFMTV/RMC.
Os ministros das Finanças do G7 se reuniram na segunda-feira (09), e os ministros da Energia do grupo realizaram conversas na terça-feira.
Citando autoridades familiarizadas com o assunto, o jornal Wall Street Journal informou na terça-feira que a Agência Internacional de Energia propôs a maior liberação de reservas de petróleo de sua história para conter a disparada dos preços do petróleo causada pela guerra.
A liberação superaria os 182 milhões de barris que os países membros da AIE colocaram no mercado em 2022, quando o líder russo Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, afirmou o jornal.
A AIE não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da AFP.
“O G7 acredita que a promessa de ação já é quase tão eficaz quanto a liberação efetiva das reservas, já que a maioria das nações da AIE ainda não enfrenta escassez de petróleo”, afirmou Neil Wilson, estrategista de investimentos do Saxo Bank.
“Obviamente, a equação muda quanto mais tempo houver interrupção na produção das refinarias no Golfo.”
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Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote, disse que mesmo que entre 300 milhões e 400 milhões de barris fossem liberados, essa quantidade seria “modesta” em comparação com os cerca de 45 milhões de barris que os países da AIE consomem diariamente.
“Seria, portanto, uma solução temporária”, afirmou. Ela acrescentou que o anúncio ajudou a manter os preços do petróleo sob controle nesta quarta-feira. “O Oriente Médio agora está produzindo menos petróleo — cerca de 6% a menos — em reação à guerra com o Irã.”
As bolsas asiáticas ampliaram os ganhos nesta quarta-feira, enquanto o petróleo se estabilizou após a reportagem do Wall Street Journal.
Países ao redor do mundo têm se mobilizado diante da disparada dos preços do petróleo. Bangladesh mobilizou o Exército para proteger depósitos de combustível, a Índia impôs controles mais rígidos sobre o gás natural e o gás de cozinha, e autoridades francesas planejam realizar inspeções aleatórias em postos de combustíveis para garantir que os preços não estejam sendo inflados.
Os 32 membros da AIE possuem mais de 1,2 bilhão de barris em estoques públicos de emergência, além de outros 600 milhões de barris mantidos pela indústria sob determinação governamental.
A organização foi criada para coordenar respostas a grandes interrupções no fornecimento após a crise do petróleo de 1973.
Para garantir a segurança energética, a AIE exige que seus membros mantenham estoques de emergência equivalentes a pelo menos 90 dias de importações líquidas de petróleo.
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