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Petróleo Brent passa de US$ 112 com planos de EUA e Israel para novos ataques ao Irã após as eleições de meio de mandato

Publicado 22/10/2026 • 06:37 | Atualizado há 59 minutos

KEY POINTS

  • Brent sobe 3,1% e vai a US$ 112,20, enquanto WTI avança 2,79% e chega a US$ 99,86
  • EUA e Israel preparam plano para novos ataques ao Irã após eleições de meio de mandato, diz o The New York Times
  • EUA mandam funcionários sem função de emergência e familiares deixarem a Arábia Saudita por ataques dos houthis
petroleo benjamin netanyahu donald trump

O petróleo avança nesta quinta-feira (22) com o temor de uma escalada do conflito no Oriente Médio, depois de relatos de que os Estados Unidos e Israel preparam a retomada de ataques ao Irã.

Petróleo Brent avança 3,1% e WTI sobe 2,79%

Por volta das 6h12 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent subiam 3,1%, a US$ 112,20 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ganhava 2,79%, a US$ 99,86.

Leia também: Trump barra ataque de Israel ao Irã antes das eleições nos EUA, diz jornal

EUA e Israel planejam novos ataques ao Irã após eleições

Segundo o The New York Times, que cita autoridades americanas sem identificá-las, os militares dos dois países elaboraram planos específicos para novos ataques ao Irã depois das eleições de meio de mandato, marcadas para o mês que vem. Ainda de acordo com o jornal, o planejamento de uma operação “curta e intensa” avança.

Washington manda funcionários deixarem Arábia Saudita

Além disso, o governo americano ordenou que funcionários sem função de emergência e seus familiares saiam da Arábia Saudita. Em publicação na rede X, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse que a determinação vale apenas para o território saudita e citou o aumento dos ataques dos houthis, grupo aliado do Irã, contra alvos civis.

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Antes disso, relatos indicavam que Washington havia orientado parte da equipe em outros países do Golfo a deixar a região.

Petróleo em US$ 100 pesa menos para consumidores

Por outro lado, o impacto econômico da alta pode ser menor do que em décadas anteriores, na avaliação de David Wagner, chefe de ações e gestor de portfólio da Aptus Capital Advisors. “US$ 100 de petróleo hoje é muito diferente de US$ 100 há 20, 30 anos”, afirmou, ao lembrar que os preços seguem bem abaixo das máximas históricas ajustadas pela inflação.

Gasolina consome fatia menor da renda dos americanos

Para sustentar o argumento, Wagner citou dados do governo dos Estados Unidos segundo os quais a gasolina respondia por cerca de 5% da renda disponível do americano médio há dez anos. Hoje, a fatia é de aproximadamente metade disso, o que deixa as famílias mais preparadas para absorver custos de energia mais altos.

“Acho que conseguimos segurar esse guarda-chuva sobre a cabeça diante da tempestade do petróleo”, disse.

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