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EXCLUSIVO: Juros reais de 9% sufocam balanço das empresas, diz vice-presidente do Bradesco
Publicado 07/04/2026 • 22:21 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/04/2026 • 22:21 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A manutenção de taxas de juros elevadas compromete a saúde financeira das companhias brasileiras e eleva significativamente os custos do serviço da dívida, disse Bruno Boetger, vice-presidente do Bradesco, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O executivo ressaltou que o cenário atual de política monetária impõe um fardo pesado ao setor produtivo. “Os juros elevados machucam o balanço das empresas. Com uma taxa nominal de 15% e inflação de 5%, estamos falando de um juro real de quase 10%, o que é muito alto. Uma parte importante do fluxo de caixa das empresas é gasto no serviço da dívida e na despesa financeira, o que é ruim para nossos clientes”, detalhou.
Sobre os fatores que podem impedir uma queda mais agressiva da taxa Selic, Boetger apontou a instabilidade geopolítica global. “O principal tema da guerra, do ponto de vista econômico, é o preço do óleo. O petróleo acima de US$ 100 (R$ 515) é altamente inflacionário, e um cenário com inflação mais alta dificulta a queda de juros mais acelerada, fazendo com que essa baixa demore mais do que o programado”, explicou.
Em relação à inadimplência e ao índice de NPL (Non-Performing Loans), o banco tem monitorado de perto o impacto dos juros no endividamento. “Esse juro alto tem um impacto direto no balanço. Usamos modelos proprietários e de inteligência artificial para nos dar o que chamamos de early warnings, ou sinais de alerta, para nos anteciparmos aos problemas de crédito dos nossos clientes”.
Para mitigar esses riscos e apoiar os correntistas, a instituição tem adotado estratégias de renegociação preventiva. “Procuramos ajudar os clientes alongando dívidas e dando fôlego para que eles consigam fazer a travessia nesse período de crédito caro. Nosso objetivo é usar a tecnologia para identificar essas bandeiras amarelas antes que a situação se torne crítica”.
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