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‘Escolhemos os dois’: Fernanda Ribeiro reforça união entre lucro e impacto social na Conta Black

Publicado 13/03/2026 • 10:33 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Fernanda Ribeiro define sua atuação como "hackear o sistema", utilizando a lógica da tecnologia para ser um fator de mudança inesperado em ambientes tradicionalmente exclusivos.
  • A empresária ressalta que o sucesso de sua fintech une impacto social e sustentabilidade financeira, defendendo que é possível lucrar enquanto se transforma o mundo.
  • Reconhecida pela Forbes e Bloomberg, ela utiliza prêmios como ferramentas de validação para abrir portas e ampliar o networking, o que chama de "capital social".

Referência em inovação e inclusão no sistema financeiro, Fernanda Ribeiro, fundadora e CEO da Conta Black, falou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC sobre os avanços da empresa e os desafios de lideranças femininas negras. Fundadora da fintech que nasceu para bancarizar a população negra e hoje reflete a diversidade do “Brasil profundo”, Fernanda destacou que o crescimento da empresa é pautado pelo conceito de negócio social.

Ela explicou a filosofia da marca: “No nosso DNA, utilizamos aquele conceito de negócio social que fala que, entre ganhar dinheiro e transformar o mundo, sempre escolhemos os dois”.

Neste último ano, a executiva expandiu sua atuação com um spinoff voltado à educação financeira para empresas, visando reduzir o endividamento de adultos economicamente ativos. Fernanda, que figura em listas de influência da Forbes Brasil e Bloomberg, encara seu papel como um ato de resistência e estratégia.

Ela detalhou sua visão sobre ocupar espaços majoritariamente brancos e masculinos: “Gosto muito de usar essa expressão de hackear o sistema, que é ser um fator inesperado dentro do meio tecnológico. Eu estou no meio em que sou um fator inesperado, mas quando as pessoas percebem, eu já estou lá”.

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Sobre a postura de liderança, a CEO compartilhou táticas de comunicação para garantir que sua voz seja ouvida em salas de reuniões onde muitas vezes é a única mulher negra. Ao contrário do senso comum, ela sugere que falar baixo pode ser uma ferramenta de poder para prender a atenção.

Além disso, Fernanda aconselha mulheres a não emularem comportamentos masculinos e a investirem em sua própria autenticidade: “As mulheres que não se sentem preparadas tendem a emular um comportamento masculino. Eu nunca senti que precisava. Gosto muito de reforçar as minhas características positivas e a minha identidade”.

Para o futuro, a presidente do conselho da Afrobusiness defende que a mudança estrutural no mercado financeiro depende de uma alteração de mentalidade sobre o potencial de consumo e empreendedorismo de 57% da população brasileira.

Ao definir o que é protagonismo, Fernanda deixou uma reflexão sobre autonomia e limites: “Ser protagonista da minha própria história é decidir os ‘nãos’ antes de decidir os ‘sim’. Gosto de fazer o exercício ao contrário: o que eu não aceito? O que não é negociável para mim?”.

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