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Fictor adia votação de plano para pagar R$ 4,3 bilhões em dívidas e propõe usar créditos ligados ao Master

Publicado 15/10/2026 • 07:28 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Credores da Fictor adiaram para 4 de dezembro a votação do plano de recuperação judicial, que envolve R$ 4,3 bilhões em dívidas.
  • Grupo propôs usar créditos de um fundo ligado ao Banco Master para ajudar a pagar os credores, mas os recursos ainda não estão disponíveis.
  • Fictor terá até 18 de novembro para apresentar uma nova proposta de pagamento, após questionamentos dos credores sobre as garantias oferecidas.
Logo da fictor em uma parede ripada

Foto: reprodução.

O Grupo Fictor adiou para dezembro a votação de seu plano de recuperação judicial, que envolve R$ 4,3 bilhões em dívidas, e propôs usar créditos ligados ao Banco Master para pagar credores.

Os credores do Grupo Fictor decidiram suspender, na quarta-feira (14), a votação do plano de recuperação judicial da empresa, que tenta renegociar cerca de R$ 4,3 bilhões em dívidas. A reunião foi adiada para 4 de dezembro, quando uma nova proposta deverá ser analisada.

Durante a assembleia, a Fictor propôs usar valores que tem a receber de um fundo de investimentos ligado ao Banco Master para ajudar a pagar suas dívidas. No entanto, a empresa ainda precisa resolver questões relacionadas à propriedade desses recursos antes de poder utilizá-los.

De acordo com o jornal Valor Econômico, a proposta foi apresentada pelo advogado Daniel Machado Amaral, representante da Fictor. Ele explicou que a empresa pretende utilizar recursos do fundo Krispy, que reúne direitos de receber pagamentos de operações de crédito relacionadas ao Banco Master.

A Fictor afirma que comprou cotas desse fundo e já pagou por elas, mas a transferência para o nome da empresa ainda não foi concluída.

A situação ficou mais difícil porque a Trustee, responsável pela administração do fundo, foi liquidada pelo Banco Central em setembro. Agora, a Fictor precisa negociar com os responsáveis pela liquidação das instituições envolvidas para conseguir transferir as cotas.

Se não houver acordo, a empresa poderá recorrer à Justiça para tentar resolver a questão.

Em nota, a Fictor afirmou que não realizou operações financeiras diretamente com o Banco Master e disse que a origem dos valores ligados ao fundo precisa ser esclarecida.

Leia também: Fictor apresenta plano de recuperação à Justiça, mas proposta desagrada credores

Nova proposta será apresentada em novembro

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O plano discutido pelos credores prevê a criação de uma empresa específica para reunir os valores que a Fictor tem a receber. Esses recursos seriam usados para pagar as dívidas conforme o dinheiro entrasse.

A empresa também pretende usar parte dos recursos gerados por suas atividades para quitar os débitos, sem interromper suas operações.

A Fictor terá até 18 de novembro para apresentar à Justiça uma nova versão do plano, com as mudanças discutidas com os credores.

A suspensão da assembleia foi aprovada por 86,49% dos credores presentes. Durante a reunião, parte deles questionou a capacidade da empresa de pagar suas dívidas e cobrou mais informações sobre os recursos disponíveis e as garantias oferecidas.

Recuperação judicial da Fictor

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro de 2026, após enfrentar uma crise financeira agravada pela tentativa de compra do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. A Justiça de São Paulo autorizou o início do processo de recuperação em abril.

Em junho, a empresa apresentou um plano para renegociar suas dívidas, mas a proposta enfrentou resistência dos credores. O documento previa prioridade no pagamento aos pequenos investidores, desde que o grupo conseguisse levantar até R$ 150 milhões em novos recursos.

A Justiça de São Paulo autorizou o processamento da recuperação judicial em abril. A medida permite que a Fictor negocie novas condições de pagamento com seus credores enquanto busca manter suas atividades

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