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‘Não é obra divina, nada aconteceu por acaso’, afirmou CEO do Bradesco sobre resultados
Publicado 06/02/2026 • 10:38 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 06/02/2026 • 10:38 | Atualizado há 8 meses
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O Bradesco divulgou na noite desta quinta-feira (5) lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões, alta de 20,6% em relação ao quarto trimestre do ano anterior. Para comentar os resultados e as perspectivas econômicas, o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC entrevistou ao vivo o CEO do banco, Marcelo Noronha.
“Não é obra divina. A gente mexeu na segmentação, na estrutura gerencial e em todos os segmentos do SMI. Foram saltos importantes, nada disso aconteceu por acaso”, afirmou Noronha ao comentar o desempenho do banco.
Segundo o presidente do Bradesco, os resultados refletem entregas relevantes aos clientes e, principalmente, a reformulação da unidade de crédito, com novos modelos e políticas que ampliaram a capacidade de concessão com menor risco, o que também contribuiu para engajar as equipes internas.
“Isso tudo explica esse crescimento e, obviamente, motiva a equipe e engaja o time, não só daquela área específica, mas de toda a organização”, disse.
Ao ser questionado sobre o ambiente econômico e o mercado de capitais, Noronha afirmou que já há condições para a realização de follow-ons no Brasil, embora ainda não veja espaço para IPOs no mercado doméstico.
“Existe, sim, uma aceitação muito boa fora do Brasil para realizar esses IPOs”, afirmou. Ele avaliou que o banco mantém uma visão otimista para a economia, mesmo com a expectativa de crescimento menor em 2026, estimado em cerca de 1,5%, destacando o baixo nível de desemprego como um fator positivo.
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Siga o Times | CNBC“A taxa de juros é o primeiro princípio para ativar mais o mercado de capitais”, disse, ponderando que a volatilidade tende a ser maior por se tratar de um ano eleitoral.
Para Noronha, a principal variável estrutural a ser observada é a trajetória da dívida pública. Segundo ele, um horizonte de equilíbrio da dívida entre 2027 e 2029 pode sinalizar maior confiança para investidores e agentes econômicos.
“Isso é fundamental para o Brasil ter taxas de juros menores, crescimentos mais constantes e, principalmente, confiança em relação ao futuro da economia”, afirmou.
Ao projetar 2026 para o Bradesco, o executivo destacou a continuidade do plano estratégico já em execução e descartou mudanças de postura diante da valorização recente das ações. “A nossa lógica é entregar, não prometer. Seguimos pavimentando o nosso futuro para aumentar a competitividade”, concluiu.
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