Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Fusão entre Petz e Cobasi preocupa concorrência e pode elevar preços, diz especialista
Publicado 10/12/2025 • 21:46 | Atualizado há 2 meses
Nintendo Switch torna-se o console mais vendido da história da gigante dos games
Ações de terras raras disparam após Trump lançar estoque estratégico de US$ 12 bilhões
Moltbook, rede social para agentes de IA, entusiasma Elon Musk
Disney supera expectativas de Wall Street impulsionada por parques temáticos e streaming
Elon Musk avança na junção de suas empresas SpaceX e xAI, antes de um possível IPO
Publicado 10/12/2025 • 21:46 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A aprovação da fusão entre Petz e Cobasi, as duas maiores redes de produtos pet do Brasil, reacendeu o debate sobre concentração de mercado no varejo especializado. Juntas, as empresas somam 515 lojas e um faturamento estimado em R$ 7 bilhões, dentro de um setor que movimenta cerca de R$ 80 bilhões por ano no país.
Apesar do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a operação só foi aprovada mediante restrições importantes, como a obrigação de vender 26 lojas no Estado de São Paulo, além de limites para cláusulas de exclusividade. Mesmo assim, especialistas avaliam que o risco de concentração permanece elevado.
Leia mais:
Petlove pede ao Cade ativos desinvestidos da fusão Petz-Cobasi
Entidades entram com petição contra fusão entre Petz e Cobasi
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o presidente da Comissão Especial de Direito da Concorrência e Regulação Econômica da OAB-SP, Ricardo Inglez de Souza, disse que não é possível garantir que os remédios impostos pelo Cade sejam suficientes.
Segundo ele, o Cade trabalha por cenários e cria “possibilidades de estruturas diferentes de mercado”, combinando desinvestimentos e regras comportamentais.
Souza lembrou que medidas semelhantes já foram adotadas em outros casos, como Ambev e BRF, e que o voto vencedor do conselheiro Eduardo Levi aposta na capacidade de um possível comprador das 26 lojas disputar espaço com o novo gigante do setor. “Ele tem a força para concorrer com a empresa resultante da operação”, disse.
Um dos principais alertas, segundo o especialista, vem do Departamento de Estudos Econômicos do próprio Cade. A fusão pode criar o que ele chama de mercado em “forma de ampulheta”: muitos fornecedores na base, milhares de consumidores no topo, mas um “gargalo” concentrado no varejo.
Nesse cenário, Petz e Cobasi teriam enorme poder de barganha sobre fabricantes de ração, acessórios e itens de higiene animal. Para o consumidor, isso pode significar preços mais altos e redução de variedade nas prateleiras.
“O aumento de preço é o mais contundente, mas realmente não seria o único risco”, disse. Ele explica que, ao centralizar o poder de compra, o grupo pode excluir fornecedores menores, que deixariam de ter acesso à gôndola, reduzindo as opções disponíveis ao público.
Leia mais:
Petz e Cobasi terão posição monopolista, critica Petlove
Cade aprova fusão entre Petz e Cobasi
O Cade também considerou que o comércio online é mais competitivo e menos concentrado, com barreiras de entrada mais baixas. Isso teria pesado para aprovação da fusão. Mas, embora Petz e Cobasi também liderem o digital, a distância para os concorrentes é menor nesse ambiente.
Ainda assim, Souza destaca que isso não neutraliza o risco no varejo físico. “Em termos de número de lojas, a combinação da Petz com a Cobasi cria um player muito, muito, muito grande.”
A fusão ainda não detalhou se as empresas vão manter marcas distintas. Para Souza, porém, é provável que a marca Petz prevaleça.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Mais lidas
1
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
2
American Express contesta lista da Fictor e nega crédito de R$ 893 milhões em recuperação judicial
3
Quem é a Pátria Investimentos, gestora bilionária no centro de questionamentos sobre liquidez
4
Dois a cada três brasileiros que poupam ainda não investem e o motivo chama atenção
5
Caso Fictor acende alerta e levanta temor de nova onda de recuperações judiciais em 2026