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Universo TOTVS 2026: Inteligência artificial sem dados confiáveis repete erros em larga escala, diz Fabiane Nardon, diretora da TOTVS

Publicado 14/10/2026 • 13:48 | Atualizado há 13 horas

KEY POINTS

  • Diretora de dados da TOTVS diz que inteligência artificial sem dados confiáveis e sem governança pode reproduzir erros em escala
  • Falta de clareza sobre o problema a resolver e de dados bem geridos é o principal impedimento aos agentes, diz Fabiane Nardon
  • Universo TOTVS reúne mais de 30 mil pessoas em dois dias, segundo organizadores, e já supera a edição do ano passado

A diretora de inteligência de dados da TOTVS, Fabiane Nardon, afirmou que a inteligência artificial sem dados confiáveis pode reproduzir erros em larga escala. A declaração foi dada durante o Universo TOTVS, evento realizado em São Paulo que, segundo os organizadores, já reuniu mais de 30 mil pessoas em dois dias.

As informações são da reportagem da repórter Soraya Lawand, que acompanha o encontro. A entrevistada é executiva da empresa que organiza o evento, e as falas são apresentadas como posição dela.

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Universo TOTVS reúne mais de 30 mil pessoas em dois dias

O evento chegou ao segundo e último dia sem balanço oficial, mas os organizadores contabilizam mais de 30 mil visitantes entre os dois dias, número que já supera o da edição do ano passado, segundo a repórter. O encontro reúne palestras com especialistas, troca de experiências e demonstração de soluções na prática.

Entre os temas em debate estão aplicações práticas da inteligência artificial nos negócios, governança, infraestrutura e viabilidade econômica. Participantes acompanham palestras por fones de ouvido, sentados em puffs, e ouvem como a tecnologia pode otimizar processos, reduzir tarefas repetitivas e dar mais agilidade à operação.

Qualidade dos dados entra na pauta dos especialistas

Outro debate em destaque, considerado por especialistas um dos principais desafios das empresas que querem avançar no uso da inteligência artificial, é a qualidade dos dados. Nardon afirmou que não basta investir em modelos ou criar agentes capazes de executar tarefas.

Segundo ela, as ferramentas precisam ter acesso a dados confiáveis, disponíveis no momento certo e com regras claras de governança. Quando os dados não estão bem estruturados, a inteligência artificial pode reproduzir erros em larga escala.

Agentes dependem de problema definido e de bons dados

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Questionada sobre o que ainda impede as empresas de colocar agentes em operação, a diretora disse que o primeiro ponto é saber qual problema o agente vai resolver. A tecnologia, na avaliação dela, não deve ser usada apenas por usar, e sim para resolver uma questão real.

O segundo ponto, de acordo com Nardon, é que as empresas em geral não trabalham os dados de forma adequada, e uma inteligência artificial sem dados confiáveis pode tomar decisões ruins e gerar resultado ruim. Por isso, a executiva defendeu um trabalho prévio para que os dados sejam bem criados e bem geridos antes de chegarem ao sistema.

Inteligência artificial não substitui pessoas, diz diretora

Em relação à preocupação dos profissionais com o impacto da tecnologia nas funções e nas oportunidades, Nardon afirmou que a inteligência artificial não substitui as pessoas. Para ela, a sensibilidade humana e a capacidade de entender um ambiente seguem necessárias ao uso das ferramentas.

A executiva disse ainda que os profissionais passam a ter acesso a uma inteligência e a um volume de dados que não existiam antes, e que novas profissões já surgem.

Três aprendizados para empresas, segundo executiva da TOTVS

Convidada a listar três aprendizados para as empresas colocarem em prática, Nardon citou primeiro que sem dados não há inteligência artificial. Segundo ela, um modelo mais barato com dados corretos às vezes entrega resultado melhor do que um modelo poderoso sem dados bem criados.

O segundo aprendizado é que os agentes dependem do contexto, e as empresas precisam entender como formar um bom contexto e repassá-lo ao agente. O terceiro é conhecer os riscos e os limites da tecnologia, com atenção à segurança diante de invasões de sistemas, e escolher parceiros adequados para a proteção.

Ao fim da entrevista, a repórter lembrou que usar inteligência artificial não garante produtividade de forma automática e que muita gente já se frustrou ao tentar automatizar tarefas com a tecnologia.

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