CNBC

Delta adia para março estreia de voos à Arábia Saudita após ataques em Riad

Inteligência Artificial

IA avança no futebol e abre novas oportunidades de negócios para clubes

Publicado 13/10/2026 • 14:20 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • Inteligência artificial amplia sua presença no futebol e ajuda clubes a analisar o desempenho de atletas e identificar novos talentos.
  • Ferramentas tecnológicas permitem acompanhar a evolução de jogadores das categorias de base e podem contribuir para aumentar seu valor de mercado.
  • Uso de dados também abre oportunidades comerciais com torcedores e patrocinadores, sem substituir a avaliação humana nas decisões esportivas.

A inteligência artificial (IA) está ampliando sua participação na indústria do futebol e transformando a maneira como clubes avaliam jogadores, desenvolvem talentos e tomam decisões. Além das aplicações relacionadas ao desempenho esportivo, a tecnologia também vem sendo utilizada para identificar oportunidades comerciais e compreender melhor o comportamento dos torcedores.

Em entrevista ao programa Times CNBC Sportes, Vinícius Las Casas, responsável pelo marketing da Cuju no Brasil, explicou que as ferramentas de inteligência artificial podem ser aplicadas em diferentes etapas da operação de clubes, escolas de futebol e empresas ligadas ao setor.

Entre as possibilidades estão a identificação de novos atletas, o acompanhamento da evolução individual dos jogadores e a análise de hábitos de consumo dos torcedores. Essas informações podem ajudar as organizações esportivas a desenvolver estratégias de relacionamento com o público e ampliar as oportunidades de negócios com marcas.

Análise de dados ajuda clubes a avaliar jogadores

Uma das principais aplicações da inteligência artificial no futebol está na análise de desempenho. A tecnologia permite reunir informações sobre aspectos físicos, técnicos e táticos dos atletas, oferecendo parâmetros para acompanhar sua evolução ao longo das temporadas.

Segundo Las Casas, equipamentos de monitoramento utilizados por equipes de alto rendimento conseguem registrar centenas de indicadores durante partidas e treinamentos. “Um GPS hoje mede mais de 800 dados diferentes, para você ter uma ideia”, afirmou.

Entre os indicadores estão a quantidade de arrancadas em alta velocidade, a velocidade máxima atingida, o tempo necessário para a recuperação física entre esforços intensos, os passes que fazem a equipe avançar em campo e o aproveitamento em disputas de bola.

A importância de cada informação varia conforme a posição e as características do jogador. Os critérios utilizados para avaliar um zagueiro, por exemplo, não são necessariamente os mesmos aplicados a um atacante.

Os dados também podem auxiliar no planejamento do elenco. Quando um clube negocia um atleta, as ferramentas de análise permitem buscar jogadores com características semelhantes, seja no mercado de transferências ou nas categorias de base.

Leia também: Universo TOTVS 2026: IA avança nas empresas, mas resultados ainda esbarram em desafios de segurança e gestão

Tecnologia permite comparar jovens com atletas profissionais

O desenvolvimento de jogadores em formação é outra área que pode se beneficiar da inteligência artificial. Com informações detalhadas sobre o desempenho individual, as comissões técnicas conseguem identificar aspectos que precisam ser aprimorados para preparar os jovens para o futebol profissional.

Durante a entrevista, Las Casas mencionou uma iniciativa divulgada pelo Manchester City, da Inglaterra, que utiliza recursos tecnológicos para comparar o desempenho de atletas das categorias de base com o de jogadores da equipe principal.

Nesse modelo, um centroavante da categoria sub-20 pode ter seus indicadores analisados em relação aos de Erling Haaland, referência da posição no clube inglês. A comparação permite identificar diferenças de desempenho e estabelecer objetivos específicos de evolução, considerando exigências técnicas e físicas do futebol de alto nível.

“Antigamente era tudo no subjetivo. Hoje você consegue entender as suas qualidades e as suas deficiências e como pode trabalhar para alcançar o seu sonho”, explicou Las Casas.

Formação de atletas pode gerar retorno financeiro

A utilização dessas ferramentas também tem implicações econômicas para os clubes, principalmente aqueles que investem na formação e na negociação de jogadores.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

De acordo com o representante da Cuju, equipes de destaque no futebol internacional costumam contar com departamentos dedicados ao desenvolvimento individual de atletas. Como esses setores trabalham com um grande número de jovens, o acompanhamento mais específico tende a ser direcionado aos jogadores considerados mais próximos de alcançar o nível profissional.

A inteligência artificial pode contribuir para esse processo ao fornecer informações que orientem os programas de treinamento e permitam acompanhar os resultados das atividades desenvolvidas.

Com uma evolução técnica e física mais rápida, o atleta pode conquistar espaço na equipe principal em menos tempo. A antecipação dessa trajetória também pode aumentar sua exposição ao mercado e influenciar seu valor em futuras negociações.

“Pode ser que ele chegue ao profissional mais rápido do que você estava esperando. Esse amadurecimento técnico e físico seja mais rápido”, afirmou Las Casas.

Segundo ele, a valorização financeira pode ocorrer quando o jogador passa a disputar partidas profissionais ainda jovem e desperta o interesse de outras equipes.

Apesar desse potencial, os resultados dependem de fatores como o desenvolvimento individual, as oportunidades recebidas e as condições do mercado de transferências.

Inteligência artificial não elimina a avaliação humana

Embora a tecnologia ofereça novas possibilidades de análise, Las Casas considera que as ferramentas não devem substituir o trabalho de treinadores, observadores e demais profissionais responsáveis pelas decisões esportivas.

A avaliação humana continua necessária para interpretar situações que não podem ser explicadas apenas por números, como aspectos comportamentais, emocionais e circunstâncias específicas de uma partida.

“Não dá para substituir o olhar humano, a percepção humana, porque algumas questões são aquele feeling mesmo do humano”, declarou.

Na avaliação do executivo, o avanço tecnológico também pode criar novas demandas profissionais dentro do futebol, especialmente para especialistas capazes de interpretar os dados e transformá-los em informações úteis para as comissões técnicas e os dirigentes.

“Vai ser necessária aquela pessoa que é especialista para interpretar esses dados que a inteligência artificial está colocando à disposição dos clubes”, acrescentou.

Novas aplicações alcançam torcedores e patrocinadores

Fora das quatro linhas, a inteligência artificial também começa a ocupar espaço nas estratégias comerciais das organizações esportivas. A análise dos hábitos dos torcedores pode ajudar os clubes a compreender o perfil do público que frequenta os estádios, identificar preferências de consumo e planejar iniciativas de relacionamento.

Essas informações podem orientar campanhas de comunicação, ações de marketing e projetos comerciais desenvolvidos em parceria com patrocinadores. Para as marcas, o uso de dados permite direcionar iniciativas a diferentes perfis de consumidores. Já para os clubes, a tecnologia oferece instrumentos adicionais para conhecer sua base de torcedores e avaliar oportunidades de receita.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Inteligência Artificial