Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Dafiti aposta em Nike, GAP e Levi’s para fortalecer negócios no varejo de moda
Publicado 16/10/2026 • 13:40 | Atualizado há 44 minutos
Fundo soberano de US$ 2 trilhões da Noruega pode voltar a investir em grandes empresas de defesa
CEO da Nvidia prevê que todas as empresas serão companhias de IA
Concorrente europeia da SpaceX sobe 19% após restrições ao Starlink na Ucrânia
Trump descarta armas nucleares e tropas terrestres no Irã e diz que ‘mãe de todas as bombas’ não é nuclear
Blue Origin planeja expansão de US$ 330 milhões na Flórida para ampliar lançamentos do New Glenn
Publicado 16/10/2026 • 13:40 | Atualizado há 44 minutos
KEY POINTS
Mell Braga
A Dafiti reuniu Nike, GAP, Levi’s e outras marcas na Casa Verão e levou a curadoria apresentada no evento para seus canais digitais.
Em um mercado brasileiro de vestuário que movimenta mais de R$ 300 bilhões por ano, a Dafiti aposta na força de grandes marcas, na curadoria de produtos e na influência digital para ampliar sua atuação no varejo. A estratégia combina experiências presenciais com o comércio eletrônico, em um movimento que busca fortalecer o relacionamento com empresas parceiras e aproximar a descoberta de tendências das oportunidades de compra.
A iniciativa ganhou visibilidade durante a semana do São Paulo Fashion Week (SPFW), quando a plataforma reuniu empresas como Nike, GAP, Levi’s, Mango, Lança Perfume, My Favorite Things, Anacapri e Brizza na terceira edição da Casa Verão. Mais do que apresentar coleções, a Dafiti utilizou o encontro para reforçar seu posicionamento como plataforma de distribuição, conteúdo e relacionamento comercial.
Leia também: Ronaldo Fraga une agronegócio e moda em desfile do Sou de Algodão no SPFW
A movimentação acompanha as transformações de um setor economicamente expressivo. Segundo o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o varejo brasileiro de vestuário movimentou R$ 312 bilhões em 2025, crescimento nominal de 6% em relação ao ano anterior.
Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta o avanço dos produtos estrangeiros. Levantamento divulgado pelo instituto em setembro de 2026 mostra que as importações brasileiras de vestuário passaram de US$ 1,14 bilhão, em 2021, para US$ 2,35 bilhões, em 2025, alta de 105%.
No mesmo período, o consumo interno de roupas aumentou 9,8% em volume, enquanto a produção nacional recuou 1,9%. A participação dos importados no consumo brasileiro, medida pelo número de peças, passou de 12,9% para 22,2%.
O crescimento do consumo, acompanhado pela maior presença de fornecedores internacionais, amplia a disputa por espaço no varejo. Para fabricantes e marcas, a escolha dos canais de distribuição se torna parte importante da estratégia de crescimento.
Esse cenário também aparece na estrutura do mercado brasileiro. Segundo o Iemi, lojas multimarcas, redes monomarcas e comércio eletrônico respondem, juntos, por mais de 62% da receita do varejo nacional de vestuário.
Os resultados recentes das grandes marcas ajudam a dimensionar a importância desses canais.
A Nike encerrou o primeiro trimestre de seu ano fiscal de 2027, em agosto de 2026, com receita global de US$ 11,2 bilhões, queda de 4% na comparação anual. O canal Nike Direct, que reúne as operações de venda direta ao consumidor, registrou retração de 8%, para US$ 4,1 bilhões.
Já a Levi Strauss & Co. apresentou receita de aproximadamente US$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 4%. As vendas no atacado avançaram 6%, enquanto o canal direto ao consumidor cresceu 2%.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA GAP também registrou expansão. No segundo trimestre fiscal de 2026, a marca alcançou US$ 844 milhões em vendas, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Embora os resultados correspondam a empresas e períodos fiscais distintos, eles mostram como o desempenho pode variar entre marcas e modelos de distribuição. Para plataformas como a Dafiti, reunir diferentes fabricantes em um mesmo ambiente representa uma oportunidade de ampliar o portfólio e oferecer às empresas mais um canal de acesso ao consumidor.
Essa atuação ganha relevância diante da estratégia de sua controladora, a Global Fashion Group (GFG), que vem priorizando a expansão do marketplace, os serviços para marcas parceiras e a eficiência operacional.
No segundo trimestre de 2026, o valor líquido de mercadorias comercializadas pelo grupo na América Latina recuou 0,6%, considerando taxas de câmbio constantes. A companhia atribuiu parte da pressão sobre o desempenho ao endividamento das famílias e à concorrência marcada por promoções.
Apesar do ambiente de demanda mais fraca, a GFG avançou na rentabilidade. O EBITDA ajustado do grupo alcançou 6,1 milhões de euros no trimestre, ante 3 milhões de euros no mesmo período de 2025. A melhora foi sustentada, segundo a empresa, pelo controle de custos, pela eficiência operacional e pelo crescimento da participação do marketplace e dos serviços de plataforma.
É nesse contexto que a Casa Verão se insere na estratégia comercial da companhia. A terceira edição reuniu marcas nacionais e internacionais em torno de uma seleção de produtos que também passou a integrar uma vitrine específica no site e no aplicativo da Dafiti.
A conexão entre a experiência presencial e os canais digitais permite que a curadoria apresentada ao público continue disponível para compra, prolongando a exposição das marcas para além do evento.
A iniciativa contou ainda com criadores de conteúdo ligados ao universo de moda e lifestyle, ampliando a divulgação dos produtos nas redes sociais. A participação dos influenciadores integra a aposta da plataforma em combinar conteúdo e comércio eletrônico.
A curadoria para a temporada foi organizada em quatro tendências: resort elevado, náutico retrô, handmade e new boheme. Entre as apostas estão peças em linho, crochê, tricô, bordados e acessórios de inspiração artesanal. A seleção reúne diferentes categorias de produtos e marcas em uma mesma proposta de consumo.
A estratégia da Dafiti acompanha, assim, uma transformação no papel das plataformas digitais. Além de disponibilizar produtos, essas empresas buscam oferecer às marcas serviços, infraestrutura comercial e novos formatos de exposição, em uma relação que envolve distribuição, comunicação e acesso ao consumidor.
A companhia não divulgou o investimento destinado à Casa Verão 2026 nem apresentou resultados de vendas ou retorno financeiro associados à iniciativa. Sem esses indicadores, ainda não é possível mensurar seu impacto comercial, embora a integração entre experiência, curadoria e canais digitais evidencie a direção da estratégia adotada pela plataforma.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula 49% em disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Palver
2
Grupo Globo demite executivo após vazamento de conversas com Daniel Vorcaro; vice-presidente da holding assumirá interinamente
3
‘Yes! We Have No Bananas’; guerra no Irã encarece cadeia produtiva da fruta e pressiona mercado americano
4
Em depoimento, Vorcaro nega fraude de R$ 12 bilhões e defesa anuncia contestação sobre negócio entre Master e BRB
5
Briga entre herdeiros da Mitre tem novas acusações de extorsão, invasão de casa e desvio de patrimônio