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Natura volta ao lucro no quarto trimestre e amplia rentabilidade mesmo com queda nas vendas
Publicado 16/03/2026 • 21:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/03/2026 • 21:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Natura encerrou o quarto trimestre de 2025 com retorno ao lucro nas operações continuadas, impulsionada por ganhos de eficiência e redução de custos, mesmo em um cenário de queda nas vendas. A companhia registrou lucro líquido de R$ 186 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 227 milhões observado no mesmo período do ano anterior.
O resultado foi influenciado por uma provisão contábil não recorrente de R$ 434 milhões relacionada a recebíveis da venda da The Body Shop, operação sem impacto no caixa. Sem esse efeito extraordinário, o lucro líquido das operações continuadas teria alcançado R$ 620 milhões, representando uma melhora anual de R$ 321 milhões.
Segundo a companhia, parte desse avanço foi compensada por menores ganhos contábeis com derivativos cambiais e pela redução do saldo de caixa ao longo de 2025.
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A receita líquida somou R$ 6,1 bilhões no trimestre, queda de 12,1% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho foi afetado pela desaceleração das vendas no Brasil, além de instabilidades operacionais na Argentina, relacionadas ao processo de integração entre Natura e Avon.
A empresa também apontou impactos da valorização do real frente às moedas de mercados hispânicos e os efeitos da hiperinflação argentina, que pressionaram o desempenho da receita no período.
Apesar da retração nas vendas, a companhia conseguiu melhorar sua rentabilidade. O Ebitda ajustado atingiu R$ 978 milhões, avanço de 57,2% na comparação anual, com margem de 15,8%.
A melhora foi atribuída principalmente a ganhos de eficiência em despesas comerciais e administrativas, além de redução de custos e ajustes na remuneração variável.
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No acumulado de 2025, a Natura também voltou ao azul. O lucro líquido das operações continuadas foi de R$ 463 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 644 milhões registrado em 2024.
A receita líquida anual alcançou R$ 22,2 bilhões, representando uma queda de 5% na comparação com o ano anterior.
Mesmo com a retração da receita, o Ebitda ajustado cresceu 9,5% no ano, atingindo R$ 3,1 bilhões. A empresa destacou que o avanço da rentabilidade ocorreu em meio à simplificação da estrutura do grupo e à integração das operações de Natura e Avon na América Latina, iniciativas que contribuíram para maior eficiência operacional.
No campo financeiro, a companhia também apresentou melhora em sua estrutura de capital. A dívida líquida encerrou o quarto trimestre em R$ 3,5 bilhões, redução de R$ 567 milhões em relação ao trimestre anterior, impulsionada pela geração de caixa típica do período.
Com isso, o indicador de alavancagem (dívida líquida/Ebitda) caiu para 1,57 vez, refletindo tanto a redução do endividamento quanto o crescimento do Ebitda acumulado em 12 meses.
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Ao desconsiderar a provisão contábil de R$ 434 milhões ligada à venda da The Body Shop, a alavancagem ficaria em 1,31 vez, patamar que a empresa considera dentro da faixa ideal de sua estrutura de capital.
Já o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 128 milhões no trimestre, ante ganho de R$ 28 milhões registrado um ano antes. De acordo com a companhia, a piora está relacionada ao aumento das despesas financeiras diante da alta do CDI, além de menores receitas financeiras e redução dos ganhos com derivativos cambiais.
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