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O fim da era do smartphone? Qualcomm projeta nova onda de dispositivos com IA
Publicado 07/01/2026 • 09:06 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/01/2026 • 09:06 | Atualizado há 2 meses
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Shutterstock
A nova geração de dispositivos vestíveis inteligentes, como óculos, relógios, anéis, colares e pulseiras, terá papel central na democratização da inteligência artificial (IA) e pode se tornar tão popular quanto o smartphone, segundo Christiano Amon, presidente global da Qualcomm.
Brasileiro formado em engenharia elétrica pela Unicamp e eleito pela Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em IA em 2025, Amon afirmou que o próximo salto da tecnologia ocorrerá quando a IA sair dos aplicativos e passar a viver nos dispositivos do dia a dia.
“Quando todos esses dispositivos se tornarem inteligentes, permitirão que as pessoas se conectem rapidamente com agentes de IA e isso já está acontecendo”, disse o executivo.
A declaração foi feita durante um painel organizado pela Siemens na Consumer Electronics Show (CES), realizada nesta semana em Las Vegas.
Leia também: Qualcomm lança linha de processadores para automatizar fábricas e robôs inteligentes
Segundo Amon, os computadores embarcados nesses dispositivos já são capazes de entender o que vemos e o que dizemos, criando uma nova camada de interação entre humanos e tecnologia.
“Eles entendem o nosso mundo. À medida que a tecnologia é miniaturizada e integrada a todos os dispositivos, ocorre uma transformação massiva nos eletrônicos de consumo”, afirmou.
O executivo citou os óculos inteligentes como exemplo emblemático dessa mudança. Antes vistos como produtos futuristas, eles começam a ganhar espaço no varejo com um design cada vez mais próximo dos óculos tradicionais.
Entre as aplicações citadas estão:
“Vai mudar completamente a forma como pensamos a interação. Estamos apenas no começo”, disse.
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Durante a apresentação na CES, o CEO reforçou a aposta estratégica da Qualcomm nesse novo mercado.
“Acreditamos que essa nova categoria de dispositivos pessoais de IA será massiva. Vai ser tão grande quanto os próprios telefones.”
Para o mercado, a leitura é clara: wearables deixam de ser acessórios e passam a ocupar um papel central no ecossistema de consumo, com impacto direto sobre chips, conectividade, software e serviços baseados em IA.
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Amon também destacou que a sexta geração de internet móvel (6G) será decisiva para o avanço dos dispositivos vestíveis. A tecnologia ainda está em desenvolvimento e deve se tornar realidade no fim desta década.
Segundo a Qualcomm, o 6G vai além de uma nova arquitetura de rádio, ao integrar:
Na visão da empresa, o 6G será a plataforma de inovação para uma rede inteligente de ponta a ponta nas próximas décadas.
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