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G7 de energia se reune nesta terça-feira para discutir liberação de reservas de petróleo, dizem fontes
Publicado 10/03/2026 • 08:27 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/03/2026 • 08:27 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Petroleira
Os ministros de Energia dos países do Grupo dos Sete (G7) realizarão uma reunião virtual na manhã de terça-feira (10) para discutir uma possível liberação de reservas de petróleo, a fim de lidar com a interrupção no fornecimento provocada pela guerra no Irã, disseram fontes à CNBC.
Os ministros das Finanças do G7 se reuniram na segunda-feira (09) para discutir a liberação das reservas, mas não tomaram uma decisão. Os membros do G7 são Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
As conversas entre os países do G7 têm sido “positivas”, disseram as fontes. Qualquer ação coordenada para liberar reservas ocorreria após a reunião dos ministros de Energia.
Os Estados Unidos acreditam que uma liberação conjunta de 300 milhões a 400 milhões de barris — o equivalente a 25% a 30% dos 1,2 bilhão de barris armazenados nas reservas — seria apropriada, disseram as fontes à CNBC.
“Estamos prontos para tomar as medidas necessárias, inclusive para apoiar o fornecimento global de energia, como a liberação de estoques”, disseram os ministros das Finanças do G7 após a reunião de segunda-feira.
Leia também: Irã diz que pode bloquear saída de petróleo da região; Trump ameaça intensificar ataques
Os preços do petróleo chegaram a ultrapassar os US$ 100 por barril em seus picos, enquanto o estratégico Estreito de Ormuz permanece fechado devido a ameaças do Irã. Ainda não está claro quando o estreito poderá ser reaberto ao tráfego marítimo.
Os preços recuaram na segunda-feira diante da expectativa de que haverá liberação de reservas de petróleo. O petróleo dos Estados Unidos era negociado por volta de US$ 95 por barril, enquanto o Brent, referência global, estava um pouco abaixo de US$ 100.
O fechamento do estreito provocou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, segundo análise da consultoria Rapidan. Cerca de 20% do consumo mundial de petróleo é exportado por essa estreita via marítima.
Diferentemente de choques anteriores, não há capacidade ociosa para compensar a interrupção, porque Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão isolados do mercado global de petróleo devido ao fechamento do estreito, afirmaram analistas da Rapidan.
A Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos não é suficiente para compensar o volume de petróleo retido no Golfo Pérsico, disseram os analistas. Atualmente, a reserva americana possui 415 milhões de barris, cerca de 58% de sua capacidade total autorizada de 714 milhões de barris, segundo o Departamento de Energia.
Os países membros da Agência Internacional de Energia devem sofrer pressão para liberar seus estoques estratégicos, já que essa é “a única opção restante de resposta do lado da oferta”, disseram os analistas da Rapidan.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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