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Pepsi e dona da Johnnie Walker deixam de patrocinar festival após anúncio de Kanye West

Publicado 07/04/2026 • 10:23 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A confirmação de Kanye West como principal atração de um festival de música em Londres levou patrocinadores a encerrar contratos.
  • O evento passou a enfrentar críticas por escolher um cantor conhecido por declarações consideradas antissemitas e por episódios em que exaltou o nazismo.
  • Entre os patrocionadores, a PepsiCo anunciou o fim da parceria de mais de uma década com o festival.

Foto por Getty Images via AFP

A confirmação de Kanye West como principal atração de um festival de música em Londres levou patrocinadores a encerrar contratos e provocou críticas de políticos e parte do público.

Desde o anúncio, o Festival Wireless, marcado para acontecer entre 10 e 12 de julho, passou a enfrentar críticas por escolher um cantor conhecido por declarações consideradas antissemitas e por episódios em que exaltou o nazismo.

Ao longo dos últimos anos, essas falas resultaram no bloqueio de suas contas em redes sociais, incluindo a plataforma X (antigo Twitter). O rapper, que atualmente se usa o nome Ye, também lançou uma música intitulada “Heil Hitler”.

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O anúncio do nome de Kanye West no festival levou à saída de grandes marcas. A PepsiCo anunciou no domingo (5), segundo a revista Variety, o fim da parceria de mais de uma década com o festival. Desde 2015, o evento era promovido oficialmente como “Pepsi MAX Presents Wireless”.

Horas depois, a Diageo, dona de marcas de bebidas como Johnnie Walker e Captain Morgan, também informou que deixaria de patrocinar o festival. Na segunda-feira, um porta-voz do PayPal disse à Reuters que a marca não aparecerá em futuros materiais promocionais do evento.

Repercussão política

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou ao jornal The Sun que é “profundamente preocupante” a contratação do artista diante de suas declarações passadas e da homenagem ao nazismo.

De acordo com a Reuters, o Conservative Party, principal partido de oposição, enviou carta à ministra do Interior, Shabana Mahmood, pedindo que a entrada do cantor no país seja proibida.

Sob pressão, Ye afirmou na terça-feira que está disposto a se reunir com a comunidade judaica britânica para se redimir. Ao mesmo tempo, o governo é cobrado a barrar a entrada do artista no Reino Unido e o festival perde patrocinadores a poucos meses do evento.

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