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Por que as ações da Intel caíram 17%? Entenda o que está acontecendo com a multinacional

Publicado 26/01/2026 • 10:06 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Na última sexta-feira (23), a Intel teve queda de 14% das ações.
  • Atualmente, a Intel vê o crescimento da demanda por seus chips tradicionais para servidores, que costumam ser utilizados com processadores gráficos avançados em data centers.
  • É provável que o ponto mais baixo da cadeia de suprimentos da Intel aconteça em março, mas voltem a melhorar no segundo trimestre.

Foto: Intel Corporation.

A demanda por chips continua a pressionar empresas de tecnologia. Na última sexta-feira (23), a Intel teve queda de 17% das ações após decepcionar investidores ao não atender plenamente à procura por chips para datas centers impulsionados pela inteligência artificial (IA).

A queda foi a maior desde 2024, pressionada por problemas de produção que acabaram ofuscando os resultados acima do esperado.

Atualmente, a Intel vê o crescimento da demanda por seus chips tradicionais para servidores, que costumam ser utilizados com processadores gráficos avançados em data centers. Embora os resultados do quarto trimestre de 2025 tenham superado as expectativas, segundo a CNBC, a perspectiva de futuro preocupa investidores.

De acordo com a Reuters, as ações da marca valorizaram 84%, em 2025, quando comparada a outras empresas de semicondutores. Entre os motivos para esse cenário, estão investimentos do SoftBank e Nvidia.

Além disso, o governo americano tornou-se o maior acionista individual da companhia, com 10% de participação, afirma a CNBC.

Para esse ano, o aumento se estende, com 47% de altas acumuladas neste mês de janeiro. Entretanto, nesta segunda-feira (26), as ações da Intel caíram 1,6% no pré-mercado, negociadas a US$ 44,30.

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O momento da Intel, segundo analistas

Contudo, segundo analistas entrevistados pela agência: “a alta foi impulsionada principalmente pelo ‘sonho’, e não pela realidade de curto prazo ou pelos fundamentos”, disseram analistas da TD Cowen.

Na prática, mesmo com as fábricas atuando em capacidade máxima, a Intel não consegue atender à demanda. Nesse sentido, é provável que o ponto mais baixo da cadeia de suprimentos da Intel aconteça em março, mas voltem a melhorar no segundo trimestre.

Em números, a queda na sexta-feira deve eliminar mais de US$ 35 bilhões no valor de mercado da Intel – isto é, caso a marca não se recupere.

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Obstáculos no caminho

Em geral, trata-se de um atraso na mudança do tipo de semicondutores fabricados pela marca. Dessa forma, aumentar a produção em meio ao crescimento da demanda tem sido um desafio para a Intel. 

Ademais, a empresa enfrenta a escassez global de memória, o que deve pressionar os preços e afetar a demanda por computadores pessoais, principal mercado da companhia. Nesse segmento, a Intel vem perdendo participação de mercado para a AMD, o que coloca em dúvida se os novos chips “Panther Lake” serão suficientes para gerar a revitalização esperada.

Agora, investidores estudam os resultados da Intel em meio a abordagem do CEO, Lip-Bu Tan. Isso porque o executivo concentrou-se no corte de gastos e redução de ambições ao fabricar por contrato. Anteriormente, a perspectiva de novos clientes externos elevou as ações da Intel. Contudo, após o balanço, Tan disse que só dois chegaram a avaliar a tecnologia 14A.

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