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“Quanto mais o cargo sobe, menos mulheres vemos”, diz coordenadora do Insper sobre liderança feminina
Publicado 28/06/2025 • 09:05 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 28/06/2025 • 09:05 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Levantamento do Panorama Mulheres 2025 revela que mulheres ocupam apenas 17,4% das presidências e 20% das vice-presidências nas empresas. Segundo Ana Diniz, coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero do Insper, cenário reflete um “funil da liderança” e exige ações estruturadas para mudança.
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A presença feminina nos cargos mais altos do mundo corporativo continua sendo uma exceção. De acordo com a pesquisa Panorama Mulheres 2025, a proporção de mulheres na presidência das empresas segue estagnada em 17,4% desde 2022. Já entre as vice-presidências, houve queda: de 34% para 20%. Em contrapartida, o número de mulheres em diretorias subiu de 26% para 30%.
“O percentual feminino diminui à medida que os cargos se tornam mais altos. É o que chamamos de funil da liderança”, afirmou Ana Diniz durante entrevista ao Jornal Times Brasil, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Ela acrescenta que a solução passa por “criar um pipeline de liderança”, ou seja, garantir que haja mulheres capacitadas e em número suficiente ao longo de todas as camadas hierárquicas.
A pesquisa mostra ainda que a representatividade é, além de baixa, concentrada: quase 60% das empresas não têm nenhuma mulher em cargos de vice-presidência e mais de 30% não contam sequer com uma única diretora. “O dado revela um cenário crítico de exclusão em posições de poder”, destacou Diniz.
Outro ponto abordado é a diferença entre empresas com algum engajamento com a pauta de gênero e aquelas onde o tema ainda é incipiente. “Mesmo entre as participantes da pesquisa – que tendem a ser mais engajadas – pouco mais de 50% têm planos de ação para equidade, e só 29% adotam políticas para promoção de mulheres em cargos estratégicos.”
O estudo identificou também uma tendência maior entre mulheres de buscar o empreendedorismo como alternativa à ascensão nas estruturas corporativas. “São trajetórias distintas, mas igualmente relevantes. Muitas mulheres veem no empreendedorismo a chance de liderar com mais autonomia, sobretudo em setores como serviços e comércio”, explicou Diniz.
Enquanto 40% das mulheres lideram empresas com até 200 funcionários, o mesmo percentual de homens está à frente de organizações com mais de mil colaboradores. A pesquisa foi realizada pelo Insper em parceria com o Talenses Group.
Para Diniz, onde há mais mulheres na alta gestão, há também mais políticas voltadas à equidade de gênero – e vice-versa. “Ainda não sabemos o que vem primeiro, se é o ovo ou a galinha, mas já sabemos que representatividade com ação intencional gera resultados concretos.”
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