Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
De spa de dados a servidores no espaço: crise de energia redesenha a computação em nuvem
Publicado 29/12/2025 • 07:45 | Atualizado há 6 meses
Ações da Kuaishou disparam após a Tencent participar de uma rodada de financiamento de US$ 2,8 bilhões para a subsidiária Kling AI
American Express e Chase levam disputa por clientes de alta renda para além dos aeroportos
Compras de ações da SpaceX por membros do Congresso dos EUA vêm à tona após IPO recorde
Trump Accounts podem ajudar a construir riqueza no longo prazo, aponta estudo exclusivo
EXCLUSIVO CNBC: Trump diz que “muralha de aço” em Ormuz impediu navios de chegar ao Irã
Publicado 29/12/2025 • 07:45 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O estado do Ceará está prestes a se tornar um novo polo de tecnologia na América Latina com a construção do Data Center Pecém - Foto: reprodução Freepik
O que é o Data Center Pecém? Megaprojeto e que vai atrair gigantes como o TikTok para o Brasil
A rápida expansão da inteligência artificial está ampliando o consumo de energia em data centers e pressionando cadeias globais de fornecimento elétrico.
Essas estruturas sustentam praticamente todos os serviços digitais, mas exigem volumes crescentes de eletricidade e água, além de gerar impactos urbanos e ambientais.
À medida que cargas de trabalho de IA escalam, cresce o risco de gargalos estruturais. Para especialistas, o modelo atual começa a mostrar sinais de esgotamento.
Segundo Simone Larsson, chefe de IA corporativa da Lenovo, o setor se aproxima de um ponto em que a arquitetura tradicional dos data centers deixa de ser adequada.
A avaliação é reforçada por estudo da empresa que aponta dificuldades crescentes para atender metas de sustentabilidade e conformidade regulatória.
Apenas 46% dos decisores de TI afirmam que seus data centers atuais estão alinhados a objetivos ambientais, mesmo com a energia no centro das decisões de investimento.
Para enfrentar o desafio, a Lenovo trabalhou com os escritórios Mamou-Mani e AKT II em conceitos alternativos de data centers.
Entre eles estão instalações subterrâneas em túneis desativados, estruturas suspensas que maximizam uso solar e modelos urbanos modulares.
Em vilas de dados, o calor excedente dos servidores pode ser convertido em energia térmica para aquecer casas, escolas ou equipamentos públicos.
O mesmo princípio aparece nos chamados “data center spas”, que reaproveitam calor em ambientes de bem-estar e devolvem parte dessa energia ao sistema de resfriamento.
Os próprios desenvolvedores reconhecem que esses conceitos dificilmente sairão do papel antes de 2055. Custos elevados, complexidade de engenharia e restrições legais seguem como entraves relevantes.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA adoção também varia por região. Os Estados Unidos tendem a concentrar grandes campi de alta densidade, enquanto a Europa enfrenta redes elétricas mais restritas e regras ambientais mais rígidas.
Outra frente em estudo é levar a computação para fora da Terra. Projetos de Google, Alibaba e Nvidia investigam data centers orbitais movidos diretamente pela energia solar.
A startup Starcloud, apoiada pela Nvidia, já enviou ao espaço um chip com capacidade inédita de processamento.
Segundo o European Space Policy Institute, cerca de € 70 milhões foram investidos em data centers espaciais desde 2020.
Ainda assim, custos de lançamento, manutenção e proteção contra radiação tornam o modelo inviável no curto prazo.
Além da eficiência, há um esforço para tornar os data centers mais integrados às cidades. Arquitetos defendem que as estruturas deixem de ser vistas como blocos fechados e passem a dialogar com o espaço urbano, reduzindo rejeição social.
O uso de biomimética, por exemplo, ajuda a distribuir calor de forma mais eficiente, reduzindo consumo de energia e impacto ambiental.
Especialistas afirmam que mudanças regulatórias serão decisivas para viabilizar novas soluções.
Sem atualização das redes elétricas e rápida expansão de fontes renováveis, o avanço da IA tende a intensificar a disputa por energia.
Para Larsson, adaptar estruturas antigas não resolve o problema. O setor precisará redesenhar modelos do zero para equilibrar crescimento tecnológico, viabilidade econômica e limites energéticos.
Leia também:
Aquisições e cisões redesenham setor de alimentos e consumo global; entenda como
Ozempic e Mounjaro: como as canetas emagrecedoras estão mudando o ambiente de trabalho
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
2
Fifa é alvo de ação de US$ 1 bilhão após eliminação do Irã na Copa de 2026
3
De Digimais a Ambipar, nova gestora de ex-Reag reúne fundos sob suspeita
4
Quem são os convidados famosos do casamento milionário de Taylor Swift e Travis Kelce
5
Haaland viraliza ao convidar Vini Jr. para recriar meme de ‘As Branquelas’; comentário supera 2 milhões de curtidas