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Raízen: como a empresa se tornou gigante da energia e por que pediu recuperação extrajudicial
Publicado 17/03/2026 • 09:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 17/03/2026 • 09:20 | Atualizado há 2 horas
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Foto: Reprodução
Como a Raízen se tornou uma das maiores empresas de energia do Brasil; e por que agora entrou em recuperação extrajudicial
Os últimos meses no Brasil marcaram a onda de empresas aderindo ao plano de recuperação extrajudicial. Entre elas, a Raízen, companhia brasileira do ramo de energia que busca se reestruturar em meio a uma dívida de R$ 65,1 bilhões.
A Raízen se consolidou ao longo dos últimos anos como uma das maiores empresas de energia do Brasil, atuando em diferentes áreas do setor energético, desde combustíveis e biocombustíveis até geração de energia e distribuição. Mesmo assim, a saúde financeira da empresa despencou, resultando no RE.
Leia também: Raízen: investidor que comprou CRA deve ir para o final da fila de restituição e tem risco de ficar sem o dinheiro
De acordo com informações da própria companhia, a Raízen é uma empresa de energia controlada pela Cosan e Shell, que atua principalmente na produção de etanol, açúcar, bioenergia e distribuição de combustíveis, além de desenvolver soluções ligadas à transição energética.
Fundada em 2011, a companhia opera uma ampla rede de distribuição de combustíveis e possui forte presença no setor sucroenergético, sendo uma das maiores produtoras de etanol de cana-de-açúcar do mundo.
O plano de recuperação extrajudicial anunciado pela Rízen procura manter as operações da empresa durante o processo de reorganização.
A liderança da empresa está atualmente nas mãos de Nelson Roseira Gomes Neto, executivo que assumiu o cargo de diretor-presidente da Raízen em novembro de 2024.
Formado em Engenharia Civil, com especialização em Marketing, Finanças Corporativas e Administração, o executivo iniciou sua carreira na ExxonMobil, onde ocupou posições de liderança em diferentes países nos negócios de combustíveis, lubrificantes e lojas de conveniência.
Ao retornar ao Brasil em 2008, passou a liderar o negócio de lubrificantes da Cosan, atualmente conhecido como Moove. Em 2014, tornou-se vice-presidente da Cosan e, no ano seguinte, assumiu a presidência da empresa, cargo que ocupou até 2016.
Atualmente, além de CEO da Raízen, ele também preside o conselho de administração da Compass Gás & Energia e integra o conselho de outras empresas do setor energético.
Apesar de sua relevância e atuação em um setor considerado essencial nas economias globais, a Raízen anunciou recentemente um pedido de recuperação extrajudicial como parte de um plano de reorganização financeira de uma dívida de R$ 65,1 bilhões.
A recuperação extrajudicial permite à Raízen manter suas operações em normalidade, além de autorizar que as negociações da dívida sejam tratadas diretamente com os credores da empresa, sem a necessidade de inclusão do judiciário, que poderia bloquear o funcionamento da empresa.
Entretanto, de acordo com a Lei nº 11.101/2005, para que o plano de recuperação extrajudicial seja aceito, a empresa necessita que mais da metade dos credores esteja de acordo com os termos estipulados pela empresa. Como citado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o plano de RE da empresa foi aceito pela Justiça de São Paulo.
A Raízen informou ao mercado que a Justiça de São Paulo autorizou o processamento de seu pedido de recuperação extrajudicial. A decisão foi proferida pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da capital paulista e também abrange determinadas empresas controladas pela companhia.
Segundo comunicado divulgado pela empresa, a determinação judicial confirma a suspensão, por um período de 180 dias, de ações e execuções movidas contra a companhia relacionadas aos créditos incluídos no processo de recuperação extrajudicial.
Durante esse intervalo, fica interrompida a cobrança de valores referentes a principal, juros e outros encargos associados a essas obrigações. A decisão judicial também estabelece um prazo de 90 dias para que a companhia comprove o atingimento do quórum necessário para a homologação do plano de recuperação extrajudicial.
Leia também: Raízen lidera ranking de recuperações extrajudiciais no país; veja as maiores já registradas
As lojas de conveniência Oxxo deixaram de ser da Raízen em setembro de 2025. Na época, conforme explicado no blog da produtora de etanol, encerrou-se a joint venture com a FEMSA, varejista mexicana.
Em 2019, duas empresas se uniram para criar o Grupo Nós e comandar os mercados Oxxo. No entanto, as empresas entenderam que a separação dos negócios favoreceria a competitividade. Sendo assim, hoje os mercados Oxxo pertencem 100% à FEMSA.
Já a Shell Select e a Shell Café, que também eram parte do Grupo Nós, ficaram para a Raízen. Na prática, são 1.300 unidades sob responsabilidade da produtora de etanol. “A parceria com a FEMSA trouxe para a Raízen maior conhecimento sobre a operação própria e desenvolvimento de novos processos e tecnologias. A decisão de encerrar a joint venture reflete a maturidade da operação e está alinhada à nossa estratégia de simplificar o portfólio”, disse Rodrigo Patuzzo, Diretor de Serviços Financeiros da Raízen e Membro do Conselho Administrativo do Grupo Nós.
Ou seja, diante da recuperação extrajudicial, a Shell Select não deve ser afetada. As lojas de conveniência da Shell são “parte fundamental da oferta de valor para a sua rede de revendas” para a Raízen, afirmou a empresa.
Em resposta ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a Raízen informou que o processo de recuperação extrajudicial não terá impacto nas operações da rede Shell Select. Segundo a companhia, a marca continua operando normalmente e segue como parte da proposta de valor oferecida aos revendedores da rede.
A Cosan afirmou que o pedido de recuperação extrajudicial apresentado pela Raízen não tem impacto direto sobre sua estrutura financeira ou operações. Em fato relevante, a companhia informou que o processo foi estruturado de forma consensual com credores financeiros e busca criar um ambiente jurídico para a negociação da reestruturação das obrigações da empresa.
No comunicado, a Cosan também reforçou que o processo envolve apenas obrigações específicas da Raízen e não afeta o grupo controlador. “A recuperação extrajudicial possui escopo restrito às obrigações financeiras específicas dessas empresas, não envolvendo, afetando ou gerando qualquer repercussão sobre as obrigações, operações, estrutura de capital ou posição financeira da Cosan e de suas controladas”, afirmou.
Com o protocolo do pedido de recuperação extrajudicial, a empresa inicia uma etapa de negociação com credores para ajustar prazos e condições de pagamento das dívidas incluídas no plano. Esse processo busca dar mais equilíbrio financeiro à companhia e garantir a continuidade das operações.
Mesmo com o pedido de RE, empresas como a Shell, uma das controladoras da companhia, e a Rubens Ometto devem injetar bilhões de reais em uma tentativa de facilitar o processo de recuperação financeira da Raízen.
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