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Raízen escolhe escritório para reestruturação de dívida

Publicado 09/02/2026 • 23:02 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Raízen escolheu assessores financeiros e jurídicos para avaliar alternativas econômico-financeiras e possíveis ajustes na estrutura de capital.
  • Companhia afirma que o processo é preliminar e não envolve, por ora, qualquer compromisso vinculante.
  • Movimento ocorre em meio a prejuízos recentes, dívida elevada e rebaixamentos de rating por agências de risco.
Totem com logo da Raízen

Divulgação

Raízen

A Raízen informou, em Fato Relevante divulgado na noite desta segunda-feira (9), que escolheu a Rothschild & Co como assessora financeira e os escritórios Pinheiro Neto Advogados e Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP como assessores legais para apoiar a companhia na avaliação de alternativas econômico-financeiras. Segundo o comunicado, os assessores e a administração já iniciaram a análise de opções preliminares, em caráter exploratório.

A empresa ressaltou que, até o momento, as avaliações não implicam na celebração de qualquer compromisso vinculante com transação ou operação específica. A Raízen também afirmou que permanece comprometida com a continuidade regular de suas atividades, com a manutenção das relações com clientes, fornecedores e parceiros, e que manterá o mercado informado conforme a regulamentação aplicável. O documento é assinado por Lorival Nogueira Luz Jr, CFO e diretor de Relações com Investidores da companhia.

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A contratação de assessores financeiros e jurídicos especializados ocorre em um momento de maior atenção do mercado à estrutura de capital da empresa. Nos últimos trimestres, a Raízen tem reportado resultados pressionados, com prejuízos relevantes e queda de rentabilidade operacional em parte das operações. No segundo trimestre da safra 2025/26, por exemplo, a companhia registrou prejuízo líquido superior a R$ 2 bilhões, com retração do Ebitda ajustado na comparação anual.

Além disso, a empresa carrega um nível elevado de endividamento. Dados públicos indicam que a dívida líquida chegou a cerca de R$ 53 bilhões no semestre encerrado em setembro de 2025, o que ampliou a preocupação de investidores com liquidez e alavancagem. Esse cenário tem levado a companhia a buscar alternativas para otimizar sua estrutura de capital e reforçar o caixa.

Agências de classificação de risco também reagiram ao quadro recente. A S&P Global Ratings rebaixou a Raízen para o nível “CCC+” e colocou a empresa em CreditWatch com perspectiva negativa, citando maior risco de reestruturação de dívida. A Fitch Ratings adotou movimento semelhante e destacou o volume relevante de vencimentos no curto e médio prazo, estimado em mais de R$ 10 bilhões nos próximos dezoito meses, o que aumenta a necessidade de gestão ativa do passivo.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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