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Brasil 2030: executivos alertam para dependência de IFAs e corrida por GLP-1
Publicado 20/01/2026 • 13:37 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 20/01/2026 • 13:37 | Atualizado há 3 meses
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O futuro da saúde no Brasil esteve no centro dos debates do evento “Brasil 2030: Saúde e Consumo – Tendências, Inovação e Futuro do Setor”, realizado no dia 20 de janeiro pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. O encontro reuniu autoridades e executivos do setor para analisar como inovação, indústria, finanças e experiência do paciente vêm redefinindo o sistema de saúde no país.
Durante o painel sobre “Indústria Farmacêutica, Produção e Sustentabilidade do Sistema“, Walker Lahmann, representante da Eurofarma, destacou que o Brasil ocupa uma posição relevante na produção de medicamentos, fabricando cerca de 70% dos remédios consumidos no mercado interno. Segundo ele, o índice é superior ao de economias como Estados Unidos e países europeus e reflete a capacidade instalada da indústria farmacêutica nacional.
Apesar disso, o executivo alertou para uma fragilidade estrutural da cadeia produtiva: a baixa produção de insumos farmacêuticos ativos (IFAs). De acordo com Walker, apenas 5% dessas matérias-primas são produzidas no Brasil, o que gera vulnerabilidade estratégica para o abastecimento e para a autonomia do sistema de saúde.
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“No Brasil, produzimos cerca de 70% dos medicamentos consumidos aqui, o que é um número altíssimo, maior do que a média de EUA e Europa. Mas, quando falamos de matéria-prima, ou IFA, só produzimos 5%, e isso é uma vulnerabilidade que precisa evoluir”, afirmou.
Nesse contexto, Walker avaliou que o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul pode ajudar a reduzir gargalos produtivos e ampliar parcerias estratégicas. Ele citou ainda negociações em andamento entre Brasil e Índia com o objetivo de fortalecer o acesso a insumos e reduzir a dependência externa no médio e longo prazo.
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Já Leandro Berbert, sócio e líder de Health Sciences and Wellness da EY Brasil, destacou que o mercado farmacêutico tem atraído crescente atenção do setor financeiro, especialmente com a corrida global por novas moléculas de GLP-1.
Segundo ele, fundos de private equity vêm investindo em pesquisas ainda em estágio inicial, apostando em terapias com potencial de alto retorno no futuro. “Temos uma corrida por um novo GLP-1. Empresas de private equity estão investindo em pesquisas dessas moléculas em estágio inicial. É uma aposta de risco, mas pode ser uma aposta de altos ganhos”, afirmou.
Berbert explicou que esse movimento evidencia uma convergência cada vez maior entre saúde e finanças, com investidores buscando acelerar o desenvolvimento e a comercialização de soluções inovadoras para o tratamento de doenças crônicas e metabólicas.
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