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Fernanda Rocha: recuperação judicial tem se tornado cada vez mais comum no Brasil
Publicado 20/10/2025 • 19:07 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 20/10/2025 • 19:07 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O número de empresas listadas na B3 que recorrem à recuperação judicial tem crescido diante da inadimplência elevada no país, afirmou Fernanda Rocha, analista e assessora de investimentos da Monte Bravo em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Recuperação judicial é quando a empresa chega a um patamar de endividamento em que não consegue mais seguir e precisa pedir uma pausa nas dívidas. Pode ser judicial ou extrajudicial, dependendo da negociação com os credores, e serve para dar uma chance de reorganização, evitando impactos sobre o negócio e sobre quem depende dele”, explicou.
Entre os casos mais emblemáticos, ela citou Americanas e Light. “São duas empresas que chamaram atenção e trouxeram o tema para a pauta. Mostram que até grandes players podem enfrentar crises e como a recuperação judicial pode ser essencial para preservar empregos e o funcionamento da companhia”.
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Ela ressaltou a evolução da legislação: “A lei da recuperação judicial tem apenas 20 anos. Antes, só havia as concordatas, que eram engessadas e quase sempre resultavam em falência. Hoje, a lei já define responsabilidades de administradores e sócios e prevê punições para má fé, tornando o processo mais seguro e organizado”.
Entre os avanços recentes, Fernanda destacou a separação dos bens pessoais e empresariais. “Hoje, os sócios continuam podendo tocar outros negócios, e o administrador responsável pelo problema pode ser afastado. Atos ilícitos precisam ser provados e crimes de gestão têm penalidades claras, garantindo mais segurança para credores e para o mercado”.
Sobre o impacto na Bolsa, os efeitos sobre investidores foram de surpresa. “O ativo passou de confiança total para uma queda brusca, e as ações despencaram. Esse medo é precificado pelo mercado como risco sistêmico, afetando até outras empresas e mostrando que a recuperação judicial tem consequências amplas”, afirmou a especialista.
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