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Sem rolagem infinita ou stories do Instagram? Derrota da Meta em julgamento pode acabar com as redes sociais como conhecemos
Publicado 21/08/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/08/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
O julgamento envolvendo a Meta chegou ao fim, mas agora a atenção se volta para o restante do setor, com TikTok, YouTube e Snap na mira.
A Meta afirma que enfrenta uma penalidade de US$ 1,2 trilhão e possíveis impactos em seu modelo de publicidade. Mas o julgamento pode ir muito além de uma única empresa: ele pode tornar as redes sociais irreconhecíveis.
Os estados querem que a Justiça obrigue a Meta a remover “determinados recursos de design viciantes” de suas plataformas, Instagram e Facebook. Entre eles estão a rolagem infinita, a reprodução automática de vídeos, conteúdos que desaparecem, como os Stories do Instagram, filtros de beleza e feeds dominados por algoritmos.
Durante sua declaração inicial na terça-feira, a procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O’Neill, afirmou que a Meta está escolhendo o lucro em detrimento da segurança, escondendo a “realidade” sobre a presença de menores de 13 anos em suas plataformas. Segundo ela, o modelo de negócios da empresa consiste em “fisgar os usuários, mantê-los pelo maior tempo possível, coletar seus dados e depois esconder a verdade do público”.
Leia também: Ex-funcionário da Meta diz que ferramentas de segurança do Instagram eram “projetadas para falhar”
“Este julgamento pode representar o fim das redes sociais como as conhecemos”, afirmou Kate Winick, analista principal da Forrester.
“Qualquer decisão contra a Meta estabeleceria um precedente enorme”, acrescentou Winick. “Esses julgamentos são frequentemente comparados aos processos contra as grandes empresas de tabaco nos anos 1990, e o resultado provavelmente será semelhante: o produto ficará mais difícil de ser acessado por jovens e a mensagem cultural em torno das redes sociais vai mudar.”
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a Meta é apenas a “primeira da fila”, enquanto procuradores-gerais de diferentes estados americanos levam empresas de redes sociais à Justiça por danos relacionados às plataformas. Também há processos em andamento contra o YouTube e o Snap.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Meta é acusada de esconder pesquisa sobre vício de adolescentes
“Quem vai primeiro? Quem vai por último? Idealmente, todos ao mesmo tempo”, disse Bonta. “Isso não é possível. Em um mundo ideal, todos se comprometeriam com as mesmas reformas e mudanças para todas as crianças e as manteriam seguras.”
A Meta e o YouTube já foram considerados negligentes em um julgamento de grande repercussão sobre dependência em redes sociais, realizado em Los Angeles em março. Na ocasião, a autora do processo era uma jovem que afirmou ter se tornado dependente dos aplicativos quando ainda era criança. Segundo ela, o design das plataformas provocou grave distorção da imagem corporal, depressão e pensamentos suicidas.
Winick prevê que outras plataformas de redes sociais, como o Snap, que possui uma base de usuários mais jovem, provavelmente farão “mudanças preventivas” para se alinhar a eventuais alterações impostas à Meta pelo julgamento.
“É improvável que isso acabe permanentemente com a indústria, mas haverá uma redução significativa do uso no longo prazo, à medida que usuários jovens deixem de ser introduzidos às plataformas”, acrescentou.
“A verdadeira ameaça existencial para a Meta e para as redes sociais como indústria seria se processos semelhantes fossem movidos por adultos alegando os mesmos problemas e efeitos”, afirmou Winick.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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