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Ações da Shein caem 11% na bolsa de Hong Kong após resultado do segundo semestre decepcionar

Publicado 29/09/2026 • 12:45 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • As ações da gigante chinesa de fast-fashion Shein despencaram mais de 11% em Hong Kong nesta terça-feira (29).
  • A queda ocorre após a companhia divulgar resultados financeiros abaixo das expectativas.
  • A empresa tem sido alvo de críticas relacionadas ao impacto ambiental de suas operações e de acusações de violações de direitos humanos.
Shein

Foto: Unsplash

As ações da Shein despencaram mais de 11% em Hong Kong, após a companhia divulgar resultados financeiros abaixo das expectativas.

As ações da gigante chinesa de fast-fashion Shein despencaram mais de 11% em Hong Kong nesta terça-feira (29), após a companhia divulgar resultados financeiros abaixo das expectativas.

A empresa tem sido alvo de críticas relacionadas ao impacto ambiental de suas operações e de acusações de violações de direitos humanos. A Shein também enfrenta concorrência crescente de plataformas de comércio eletrônico de baixo custo, como Temu e AliExpress.

Na segunda-feira (28), a companhia informou que a receita cresceu apenas 1% no primeiro semestre, na comparação anual, enquanto o lucro operacional caiu pela metade.

Por volta do meio-dia de terça-feira, as ações haviam recuperado parte das perdas, mas ainda registravam queda de 10,9%, a 31,44 dólares de Hong Kong.

Os resultados de segunda-feira foram os primeiros divulgados pela Shein desde sua oferta pública inicial de ações (IPO), realizada neste mês, que avaliou a empresa em cerca de US$ 26,3 bilhões – bem abaixo dos quase US$ 100 bilhões alcançados durante rodadas privadas de captação em 2022.

A receita líquida da Shein na Europa caiu 13,9%, para quase US$ 3,8 bilhões no segundo trimestre, segundo a companhia.

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A queda “reflete uma redução no volume de vendas à medida que elevamos os preços e reduzimos os gastos com publicidade online” em antecipação ao fim da isenção de tarifas alfandegárias, afirmou a empresa.

Outro mercado importante, os Estados Unidos, registrou queda de 6% na receita entre abril e junho, refletindo o impacto das tarifas.

Desde o primeiro dia de negociação na Bolsa de Valores de Hong Kong, em setembro, as ações da Shein acumulam queda de mais de 35%.

A aceleração da queda no lucro operacional da Shein “coloca em dúvida a dimensão de uma recuperação em 2027 com a redução dos custos de frete e uma aposta ainda não comprovada em marcas de preços mais altos”, afirmou Catherine Lim, analista da Business Intelligence.

“A administração planeja absorver os custos de frete e tarifas, em vez de elevar os preços, para proteger a posição competitiva da empresa”, disse Lim. Segundo ela, a localização dos estoques na Europa levará a custos logísticos mais altos no curto prazo.

Leia mais: Lucro operacional da Shein caiu 50% no primeiro semestre de 2026

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