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Faturamento dos shoppings bate recorde em 2025 e entidade projeta alta em 2026

Publicado 04/02/2026 • 13:37 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Vendas somaram R$ 200,9 bilhões, maior nível da história.
  • Ocupação média ficou em 95,4% e inadimplência atingiu mínima recorde.
  • Setor projeta crescimento em 2026 com juros em queda e estímulos ao consumo.
Vista superior de um corredor de shopping

Canva

O faturamento dos shopping centers no Brasil alcançou R$ 200,9 bilhões em 2025, avanço de 1,2% em relação a 2024 e o maior volume já registrado pelo setor. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (4) pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e são nominais, sem desconto da inflação.

O resultado ficou ligeiramente abaixo da projeção inicial de crescimento de 1,6% para o ano e também inferior ao desempenho de 2024, quando as vendas haviam subido 1,9%. Ainda assim, o setor manteve trajetória de expansão em um ambiente macroeconômico mais desafiador.

Ocupação elevada e inadimplência mínima nos shoppings

Para o presidente da entidade, Glauco Humai, o desempenho de 2025 foi positivo e mostra resiliência frente a outros segmentos da economia.

Segundo ele, a taxa média de ocupação de 95,4% indica forte demanda por espaços comerciais, com vacância considerada apenas técnica, necessária para a entrada de novas marcas.

Outro indicador que chamou atenção foi a inadimplência dos lojistas, que caiu para 4,3%, o menor nível já registrado. O número total de lojas cresceu 1,2%, chegando a cerca de 124,7 mil unidades, enquanto o emprego no setor avançou 0,9%, totalizando 1,082 milhão de trabalhadores.

Leia também: Por que os shoppings brasileiros devem se preocupar com a venda da Warner

Expansão física dos shoppings continua

O Brasil encerrou 2025 com 658 shoppings em operação, distribuídos por 253 cidades. No ano passado, foram inaugurados 10 novos centros comerciais.

A área bruta locável (ABL) aumentou 0,9%, alcançando 18,3 milhões de metros quadrados. Para 2026, a Abrasce prevê 11 inaugurações, indicando continuidade nos investimentos, ainda que em ritmo seletivo.

Menos visitantes, mas tíquete maior

Apesar do crescimento nas vendas, o fluxo mensal de visitantes recuou 1% em 2025, para 471 milhões de pessoas. Em contrapartida, quem foi ao shopping ficou mais tempo e gastou mais.

O tempo médio de permanência subiu para 80 minutos, recorde histórico, contra uma média de 73 minutos antes da pandemia. Já o gasto médio por consumidor passou de R$ 121 para R$ 126, alta de 4%.

Na avaliação de Humai, isso reflete a transformação dos shoppings em centros multifuncionais, com maior peso de alimentação, lazer, serviços de saúde e estética, academias e programação de eventos.

Leia também: Alta nominal das vendas mascara desaceleração real do varejo, com atacarejo na liderança

Projeção para 2026: crescimento com cautela

Para este ano, a Abrasce estima que o faturamento chegue a R$ 203,7 bilhões, crescimento de 1,4%.

Entre os fatores positivos, Humai citou geração de empregos, aumento da massa salarial, expectativa de queda dos juros e a ampliação da isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil, medida que pode liberar recursos no orçamento das famílias e estimular o varejo.

A realização da Copa do Mundo FIFA 2026 também deve impulsionar vendas de eletrônicos e artigos esportivos, especialmente porque os jogos ocorrerão no início da noite, favorecendo o consumo após o expediente.

Riscos no radar do setor

Apesar do otimismo moderado, a entidade vê fatores de incerteza no horizonte. O cenário eleitoral brasileiro e as tensões geopolíticas globais aparecem como potenciais freios ao investimento e à confiança dos consumidores.

Para o mercado, a fotografia dos shoppings em 2025 mostra um setor que já superou o choque da pandemia e agora disputa espaço com o comércio digital apostando em experiência, conveniência e permanência maior do consumidor.

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