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Alta nominal das vendas mascara desaceleração real do varejo, com atacarejo na liderança
Publicado 04/02/2026 • 12:32 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/02/2026 • 12:32 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Unidade do Novo Atacarejo em Ouricuri, no Pernambuco
Divulgação/Novo Atacarejo
A projeção de alta nominal nas vendas do varejo brasileiro até março não significa retomada plena do consumo. Dados do IAV-IDV, índice antecedente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo, indicam crescimento entre 2,6% e 6,3% nos próximos meses, mas o avanço ocorre sob pressão inflacionária e juros elevados, o que mantém o desempenho real do setor sob restrição.
Nesse ambiente, o atacarejo segue como o principal modelo do varejo alimentar. O formato concentra fluxo, mantém participação elevada no faturamento e continua sendo a escolha preferencial de consumidores mais sensíveis a preço, mesmo com sinais de desaceleração no volume vendido.
O IAV-IDV mostra que, apesar do crescimento nominal projetado, os dados ajustados pelo IPCA apontam queda real das vendas em janeiro e fevereiro, com recuperação apenas parcial em março. O contraste reforça um movimento já observado ao longo de 2025: o consumidor compra mais vezes, mas reduz o tamanho do carrinho.
Diante desse fato, o atacarejo preserva vantagem competitiva ao operar com estruturas de custo mais enxutas, preços médios menores e forte presença em categorias essenciais. Mesmo com retração no volume de unidades vendidas em alguns meses, o canal mantém relevância ao capturar a demanda de abastecimento das famílias.
Leia também: Entenda como o Carnaval de 2026 deve impulsionar varejo, com alta de até 5% nas vendas
Enquanto o atacarejo mantém liderança, supermercados e hipermercados enfrentam um ambiente mais desafiador. Segundo o IAV-IDV, o setor registrou queda relevante nas vendas em dezembro, reflexo direto da combinação entre juros elevados, crédito mais caro e perda de poder de compra.
O impacto aparece tanto no fluxo de consumidores quanto no volume vendido. O aumento de preços compensou parte da perda de volume, mas não foi suficiente para sustentar crescimento real consistente, ampliando a diferença de desempenho em relação ao atacarejo.
O cenário macroeconômico ajuda a explicar essa preferência do consumidor. Com crescimento estimado do PIB em torno de 1,8% em 2026 e inflação projetada perto de 4%, o consumo segue condicionado aos efeitos defasados da política monetária restritiva.
Mesmo com a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic nos próximos meses, o nível atual dos juros e o alto endividamento ainda limitam o crédito às famílias e às empresas. Para o varejo, isso significa crescimento nominal sustentado por preços, enquanto o avanço real permanece contido.
Embora siga na liderança, o atacarejo começa a mostrar sinais de maturação. O próprio IAV-IDV aponta que o segmento cresceu menos que a inflação em períodos recentes, indicando que o modelo já opera próximo ao seu limite de expansão em determinadas regiões.
Além disso, o aumento de custos operacionais e a incorporação de serviços em algumas unidades elevam despesas e pressionam margens. O desafio passa a ser manter preços competitivos sem descaracterizar o formato que sustentou sua ascensão.
Outro vetor relevante é o avanço do comércio eletrônico de bens não duráveis. Pesquisas recentes indicam crescimento contínuo da penetração do on-line, com novos lares incorporando o canal ao abastecimento cotidiano.
O movimento reduz a dependência exclusiva das lojas físicas e altera a dinâmica competitiva do varejo alimentar. Para o atacarejo, o desafio passa a ser integrar estratégias digitais sem perder eficiência operacional, enquanto supermercados tentam usar conveniência e proximidade como diferenciais.
O IAV-IDV sugere que o varejo entra em 2026 com algum alívio nominal, mas sem sinal claro de aceleração real sustentada. O atacarejo permanece como pilar do setor, mas já opera em um ambiente mais competitivo, com consumidores cautelosos, carrinhos menores e múltiplos canais de compra.
Para investidores e empresas, a mensagem é de que o crescimento existe, mas exige eficiência, controle de custos e adaptação ao novo padrão de consumo, marcado por preço, frequência e integração digital.
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