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Spin-off da Comcast, Versant começa a ser negociada na Nasdaq

Publicado 05/01/2026 • 11:14 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • A Versant é dona das redes de tv a cabo MS Now (antiga MSNBC), CNBC, Golf Channel, USA, E!, Syfy e Oxygen, além de propriedades digitais como Fandango, Rotten Tomatoes, GolfNow e Sports Engine.
  • A companhia passa a ser negociada sob o ticker “VSNT”. Acionistas da Comcast já receberam anteriormente ações da nova empresa, como parte do processo de desmembramento.
  • A chegada de empresas de mídia ao mercado acionário tem sido rara nos últimos anos. A Versant se junta a um grupo restrito e segue o movimento iniciado pela Newsmax, canal de TV a cabo de perfil conservador, que realizou seu IPO no ano passado.

O Versant Media Group, portfólio de canais de TV a cabo e ativos digitais desmembrado da Comcast, passa a integrar o pequeno grupo de empresas de mídia listadas em bolsa em um momento em que setor apresenta movimentos disruptivos seguidos

A Versant começa a ser negociada na Nasdaq nesta segunda-feira, sob o ticker “VSNT”. As chamadas ações “when-issued” da companhia — um tipo de papel que ainda será formalmente emitido, mas que recebe autorização para negociação condicional, permitindo que investidores comprem ações antecipadamente — começaram a ser negociadas em 15 de dezembro, a US$ 55 por ação. No fechamento da sexta-feira, os papéis eram negociados a US$ 46,65.

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A capitalização de mercado da empresa era de US$ 6,8 bilhões, com 145,76 milhões de ações em circulação, com base na proporção do spin-off. Como parte da operação, acionistas da Comcast receberam uma ação da Versant para cada 25 ações da Comcast que possuíam.

“Hoje marca um momento decisivo, à medida que a Versant se torna uma empresa de mídia independente e de capital aberto”, afirmou Mark Lazarus, CEO da Versant, em comunicado. “Como uma companhia independente, entramos no mercado com escala, estratégia e liderança para crescer e evoluir nosso modelo de negócios.”

Em novembro de 2024, a Comcast anunciou a intenção de separar a maior parte das redes de TV a cabo da NBCUniversal, incluindo MS Now (antiga MSNBC), CNBC, Golf Channel, USA, E!, Syfy e Oxygen, além de propriedades digitais como Fandango, Rotten Tomatoes, GolfNow e Sports Engine.

Poucas empresas tradicionais de mídia abriram capital nos últimos anos, principalmente devido aos desafios significativos enfrentados pelo setor com a migração do modelo de TV por assinatura para o streaming.

Em 2025, a Newsmax, rede conservadora de notícias a cabo, abriu capital na Bolsa de Nova York e rapidamente viu suas ações dispararem a partir do preço inicial de US$ 14 por papel. Desde então, os papéis recuaram de forma acentuada.

Em vez disso, o setor de mídia tem sido marcado por uma corrida por consolidação e novos acordos de fusões e aquisições. A Paramount Skydance concluiu sua fusão no ano passado e, desde então, o CEO David Ellison tem adotado uma postura aquisitiva.

A Warner Bros. Discovery, formada após uma fusão em 2022, iniciou no ano passado um processo de venda que resultou em uma proposta de acordo com a Netflix. Desde então, a Paramount fez uma oferta hostil aos acionistas da WBD para tentar frustrar a transação proposta com a Netflix.

O spin-off da Versant também foi resultado do ambiente disruptivo do setor de mídia. Seus executivos, liderados por Lazarus, ex-presidente do grupo de mídia da NBCUniversal, passaram os últimos meses de 2025 convencendo investidores de Wall Street de que o futuro do negócio estaria concentrado no crescimento da presença digital do portfólio.

A empresa também destacou sua força em notícias e esportes, as duas categorias de programação que ainda concentram a maior parte da audiência da TV. Embora redes como as que compõem o portfólio da Versant estejam registrando queda nos resultados financeiros, elas seguem lucrativas e continuam atraindo investimentos publicitários.

Em setembro, a Versant informou queda de receita nos últimos anos, à medida que consumidores abandonam os pacotes tradicionais de TV a cabo.

Segundo documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) antes da abertura de capital, os ativos da Versant geraram US$ 7,1 bilhões em receita em 2024, abaixo dos US$ 7,4 bilhões em 2023 e dos US$ 7,8 bilhões em 2022.

A empresa afirmou que o lucro líquido atribuível à Versant foi de US$ 1,4 bilhão em 2024, ante US$ 1,5 bilhão em 2023 e US$ 1,8 bilhão em 2022.

Pouco depois, as agências de classificação de risco S&P Global e Fitch Ratings atribuíram nota BB à dívida da companhia, com perspectiva estável, colocando a empresa na faixa considerada especulativa.

A avaliação levou em conta os planos da Versant de emitir US$ 2,75 bilhões em nova dívida sênior garantida para financiar uma distribuição pontual de US$ 2,25 bilhões em caixa à Comcast e adicionar US$ 500 milhões ao seu balanço, segundo a S&P.

Os baixos níveis de endividamento da Versant têm sido vistos de forma positiva pelas agências de rating e foram destacados na apresentação da companhia a investidores de Wall Street. Concorrentes do setor, como a Warner Bros. Discovery, enfrentam elevados níveis de dívida ao mesmo tempo em que lidam com a queda no número de assinantes de TV a cabo e com receitas publicitárias menores.

Ambas as agências ressaltaram os desafios enfrentados pelo mercado tradicional de TV. A S&P afirmou que esses fatores “compensam a força do portfólio da Versant”, observando que a receita proveniente da distribuição linear e da publicidade de seus canais representa mais de 80% da receita total.

A Fitch afirmou que “a forte fidelidade e o engajamento do público” com as redes de TV da Versant, além de sua estrutura conservadora de endividamento, são fatores positivos para a empresa.

Executivos da Versant afirmaram, durante uma recente apresentação a investidores, que a companhia pretende expandir seus negócios digitais por meio de aquisições e investimentos.

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