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Starlink, Amazon Leo e TeraWave: as diferenças entre as gigantes do novo mercado de internet espacial

Publicado 08/02/2026 • 19:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Embora compartilhem o objetivo de fornecer internet de alta velocidade, a Starlink (da SpaceX), a Amazon Leo e a recém-anunciada TeraWave (da Blue Origin) divergem profundamente em termos de maturidade tecnológica, escala de implantação e público-alvo.
  • Enquanto o projeto de Elon Musk já é uma realidade comercial consolidada, as iniciativas de Jeff Bezos buscam nichos específicos de alta performance.
  • A Starlink é, de longe, a rede mais avançada do trio. Pioneira no conceito de megaconstelação, a SpaceX iniciou seus lançamentos em 2019 e hoje conta com 9.555 satélites ativos, atendendo a milhões de usuários.

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Satélites

A corrida pela conectividade global via satélite atingiu um novo patamar, com três grandes redes disputando a hegemonia da órbita terrestre. Embora compartilhem o objetivo de fornecer internet de alta velocidade, a Starlink (da SpaceX), a Amazon Leo e a recém-anunciada TeraWave (da Blue Origin) divergem profundamente em termos de maturidade tecnológica, escala de implantação e público-alvo.

Enquanto o projeto de Elon Musk já é uma realidade comercial consolidada, as iniciativas de Jeff Bezos buscam nichos específicos de alta performance.

Escalas de implantação e estágios de desenvolvimento

A Starlink é, de longe, a rede mais avançada do trio. Pioneira no conceito de megaconstelação, a SpaceX iniciou seus lançamentos em 2019 e hoje conta com 9.555 satélites ativos, atendendo a milhões de usuários.

A estratégia de Musk prioriza a iteração rápida, utilizando seus próprios foguetes Falcon 9 para lançamentos frequentes. Recentemente, a empresa obteve autorização para expandir drasticamente sua rede, visando a criação de um centro de dados orbital sem precedentes.

A Amazon Leo (anteriormente conhecida como Projeto Kuiper) adotou uma abordagem mais cautelosa. Após anos de testes e finalização de design, a empresa realizou seu primeiro lançamento operacional em abril 2025. Com uma nova missão agendada para esta quinta-feira (12), a rede atingirá o total de 212 satélites.

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Ao contrário da SpaceX, a Amazon depende de parcerias com provedores externos de lançamento para construir sua constelação planejada de 3.236 satélites, o que justifica seu ritmo de crescimento mais gradual.

Por fim, a TeraWave surge como a nova integrante do setor. Anunciada pela Blue Origin em 21 de janeiro, a rede tem como meta iniciar sua implantação no primeiro trimestre de 2027. O projeto prevê uma frota de 5.408 satélites posicionados tanto em órbita terrestre baixa quanto em órbita média. Essa estrutura híbrida permitirá uma capacidade de transmissão superior às redes concorrentes, embora ainda esteja em fase de planejamento infraestrutural.

Diferentes mercados: do consumidor rural aos centros de dados

A segmentação de clientes é onde as estratégias mais se distanciam. A indústria de internet via satélite divide-se em cinco núcleos principais: direto ao dispositivo, direto ao consumidor, alta largura de banda (empresarial), backhaul (conectividade de infraestrutura) e governamental.

  • Starlink: Atua em todas as frentes, mas seu foco principal é o consumidor individual em áreas rurais e remotas. Com velocidades entre centenas de megabits e 1 Gbps, a rede de Musk democratizou o acesso à banda larga em locais onde a fibra óptica é inviável.
  • Amazon Leo: Embora pretenda atingir o consumidor final no futuro, sua fase inicial será voltada para clientes corporativos selecionados, governos e operadoras de telecomunicações.
  • TeraWave: Diferencia-se por não focar em usuários individuais. A rede da Blue Origin foi projetada para atender dezenas de milhares de centros de dados e empresas de grande escala que exigem acordos de nível de serviço (SLAs) rigorosos.

A grande vantagem competitiva da TeraWave reside na sua capacidade de entrega: a Blue Origin projeta velocidades de até 6 terabits por segundo (Tbps) em qualquer lugar da Terra. Esse patamar é voltado especificamente para operações de alta capacidade, superando em milhares de vezes a entrega de redes domésticas tradicionais.

O futuro da conectividade orbital em 2026

A competição entre Musk e Bezos está acelerando a inovação no setor espacial. Especialistas apontam que cada nova geração de satélites lançada apresenta maior eficiência e menor latência que a anterior. Para o usuário final e para as corporações, essa disputa significa uma cobertura global cada vez mais robusta e rápida.

Em fevereiro de 2026, o cenário mostra que, enquanto a Starlink domina o volume de conexões, a Blue Origin e a Amazon buscam redefinir os limites da capacidade de transmissão de dados no vácuo do espaço.

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