Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Índia muda regras para deep tech e aposta bilhões para criar campeões globais
Publicado 08/02/2026 • 16:10 | Atualizado há 1 mês
Ex-CEO da Uber rebatiza empresa como Atoms e amplia atuação para mineração e transporte
Open AI: Altman enfrenta questionamentos nos EUA sobre uso da IA em operações militares
Warren Buffett: dinheiro em caixa é necessário ‘como oxigênio’ – mas ‘não é um bom ativo’
EUA autorizam temporariamente compra de petróleo russo para estabilizar mercados de energia
Juiz dos EUA bloqueia intimações em investigação criminal contra presidente do Fed, Jerome Powell
Publicado 08/02/2026 • 16:10 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Manjunath Kiran /AFP
Réplica do rover Opportunity da NASA durante a cerimônia de apresentação no Museu Industrial e Tecnológico Visvesvaraya em Bengaluru, Índia.
A Índia está redesenhando suas políticas para acelerar o crescimento de startups de deep tech, segmento que engloba áreas como espaço, semicondutores e biotecnologia e que costuma exigir décadas até chegar a produtos comerciais.
O governo ampliou de 10 para 20 anos o período em que essas companhias podem manter o status oficial de startup e elevou o teto de faturamento para acesso a benefícios fiscais, regulatórios e subsídios para ₹3 bilhões, ante ₹1 bilhão anteriormente. A mudança busca alinhar as regras públicas ao ritmo lento típico de negócios intensivos em ciência e engenharia.
Leia também: Corrida por cérebros em IA: Big Techs oferecem milhões para contratar talentos da tecnologia
As novas regras fazem parte de uma estratégia maior de Nova Délhi para construir um ecossistema de deep tech de longo prazo, combinando reforma regulatória e dinheiro estatal.
No centro do plano está o Research, Development and Innovation Fund (RDI), anunciado no ano passado, com dotação de ₹1 trilhão, cerca de US$ 11 bilhões, para apoiar empresas voltadas a pesquisa e inovação.
Em paralelo, fundos americanos e indianos criaram a India Deep Tech Alliance, coalizão privada de mais de US$ 1 bilhão que reúne casas como Accel, Blume Ventures, Celesta Capital, Premji Invest, Qualcomm Ventures e Kalaari Capital, com a Nvidia atuando como conselheira.
Leia também: WEG avança na Índia e conclui compra da Sanelec por US$ 5,2 milhões
Para empreendedores, a nova política corrige distorções que antes criavam pressão artificial. Segundo Vishesh Rajaram, da Speciale Invest, empresas científicas muitas vezes perdiam o selo de startup antes mesmo de lançar produtos, o que gerava um “sinal falso de fracasso” para investidores.
Já Arun Kumar avalia que o RDI pode ajudar justamente onde o mercado é mais frágil: rodadas Série A e posteriores, especialmente em projetos intensivos em capital.
Na mesma linha, Siddarth Pai, da 3one4 Capital, afirma que a nova estrutura evita o chamado “abismo da graduação”, quando empresas perdem apoio público justamente na fase de escala.
Apesar dos avanços, a Índia ainda é um player emergente em deep tech. Startups do setor já captaram US$ 8,5 bilhões no total, segundo a Tracxn.
Em 2025, os aportes chegaram a US$ 1,65 bilhão, uma recuperação após dois anos em torno de US$ 1,1 bilhão e abaixo do pico de US$ 2 bilhões em 2022.
Nos Estados Unidos, porém, startups de deep tech levantaram cerca de US$ 147 bilhões no mesmo período, enquanto a China respondeu por US$ 81 bilhões, destacando o desafio indiano para competir em tecnologias de fronteira.
Para Neha Singh, a retomada sugere maior disposição dos investidores a apostar em horizontes longos, especialmente em áreas alinhadas a prioridades nacionais como defesa, clima e semicondutores.
Leia também: Petrobras fecha contratos bilionários e amplia presença no mercado da Índia
Investidores globais veem a mudança regulatória mais como sinal estratégico do que como gatilho imediato para realocar capital.
Segundo Pratik Agarwal, reconhecer oficialmente ciclos longos aumenta a confiança de que o ambiente regulatório não mudará no meio do caminho, algo essencial para tecnologias que levam até 12 anos para maturar.
A expectativa é que o novo arcabouço reduza a migração de startups indianas para o exterior e fortaleça listagens domésticas, embora acesso a clientes e capital de estágio avançado continue sendo decisivo.
Para Kumar, da Celesta Capital, o teste definitivo será a emergência de empresas indianas capazes de competir globalmente.
“Seria ótimo ver dez companhias de deep tech da Índia com sucesso sustentado na próxima década”, afirmou, apontando isso como o verdadeiro indicador de maturidade do ecossistema.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Cidadania italiana vai a julgamento hoje: o que muda para 70 milhões de descendentes no Brasil
2
A geladeira em miniatura é o novo Labubu
3
Oscar 2026: confira a lista de todos os indicados ao maior prêmio do cinema
4
Justiça italiana mantém restrições para conceder cidadania e frusta 70 milhões de descendentes no Brasil
5
Itaúsa investe R$ 52,5 milhões em 55 projetos; entenda as atividades do instituto em 2025