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Índia muda regras para deep tech e aposta bilhões para criar campeões globais
Publicado 08/02/2026 • 16:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/02/2026 • 16:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Manjunath Kiran /AFP
Réplica do rover Opportunity da NASA durante a cerimônia de apresentação no Museu Industrial e Tecnológico Visvesvaraya em Bengaluru, Índia.
A Índia está redesenhando suas políticas para acelerar o crescimento de startups de deep tech, segmento que engloba áreas como espaço, semicondutores e biotecnologia e que costuma exigir décadas até chegar a produtos comerciais.
O governo ampliou de 10 para 20 anos o período em que essas companhias podem manter o status oficial de startup e elevou o teto de faturamento para acesso a benefícios fiscais, regulatórios e subsídios para ₹3 bilhões, ante ₹1 bilhão anteriormente. A mudança busca alinhar as regras públicas ao ritmo lento típico de negócios intensivos em ciência e engenharia.
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As novas regras fazem parte de uma estratégia maior de Nova Délhi para construir um ecossistema de deep tech de longo prazo, combinando reforma regulatória e dinheiro estatal.
No centro do plano está o Research, Development and Innovation Fund (RDI), anunciado no ano passado, com dotação de ₹1 trilhão, cerca de US$ 11 bilhões, para apoiar empresas voltadas a pesquisa e inovação.
Em paralelo, fundos americanos e indianos criaram a India Deep Tech Alliance, coalizão privada de mais de US$ 1 bilhão que reúne casas como Accel, Blume Ventures, Celesta Capital, Premji Invest, Qualcomm Ventures e Kalaari Capital, com a Nvidia atuando como conselheira.
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Para empreendedores, a nova política corrige distorções que antes criavam pressão artificial. Segundo Vishesh Rajaram, da Speciale Invest, empresas científicas muitas vezes perdiam o selo de startup antes mesmo de lançar produtos, o que gerava um “sinal falso de fracasso” para investidores.
Já Arun Kumar avalia que o RDI pode ajudar justamente onde o mercado é mais frágil: rodadas Série A e posteriores, especialmente em projetos intensivos em capital.
Na mesma linha, Siddarth Pai, da 3one4 Capital, afirma que a nova estrutura evita o chamado “abismo da graduação”, quando empresas perdem apoio público justamente na fase de escala.
Apesar dos avanços, a Índia ainda é um player emergente em deep tech. Startups do setor já captaram US$ 8,5 bilhões no total, segundo a Tracxn.
Em 2025, os aportes chegaram a US$ 1,65 bilhão, uma recuperação após dois anos em torno de US$ 1,1 bilhão e abaixo do pico de US$ 2 bilhões em 2022.
Nos Estados Unidos, porém, startups de deep tech levantaram cerca de US$ 147 bilhões no mesmo período, enquanto a China respondeu por US$ 81 bilhões, destacando o desafio indiano para competir em tecnologias de fronteira.
Para Neha Singh, a retomada sugere maior disposição dos investidores a apostar em horizontes longos, especialmente em áreas alinhadas a prioridades nacionais como defesa, clima e semicondutores.
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Investidores globais veem a mudança regulatória mais como sinal estratégico do que como gatilho imediato para realocar capital.
Segundo Pratik Agarwal, reconhecer oficialmente ciclos longos aumenta a confiança de que o ambiente regulatório não mudará no meio do caminho, algo essencial para tecnologias que levam até 12 anos para maturar.
A expectativa é que o novo arcabouço reduza a migração de startups indianas para o exterior e fortaleça listagens domésticas, embora acesso a clientes e capital de estágio avançado continue sendo decisivo.
Para Kumar, da Celesta Capital, o teste definitivo será a emergência de empresas indianas capazes de competir globalmente.
“Seria ótimo ver dez companhias de deep tech da Índia com sucesso sustentado na próxima década”, afirmou, apontando isso como o verdadeiro indicador de maturidade do ecossistema.
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