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Supervisora de robótica da OpenAI pede demissão por discordar de uso militar da IA
Publicado 07/03/2026 • 21:00 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 07/03/2026 • 21:00 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
Reprodução/CaitlinKalinowski.com
Caitlin Kalinowski pediu demissão da OpenAI
Executiva que supervisionava hardware e operações na divisão de robótica da OpenAI, Caitlin Kalinowski pediu demissão do cargo por discordar do uso da inteligência artificial em vigilância doméstica e sistemas de armas autônomas nos Estados Unidos.
Em publicação no X (antigo Twitter), Caitlin afirmou que a decisão foi motivada por princípios relacionados ao debate sobre o uso da tecnologia na segurança nacional.
“Pedi demissão da OpenAI. Me importo muito com o time de Robótica e com o trabalho que construímos juntos. Não foi uma decisão fácil. A inteligência artificial tem um papel importante na segurança nacional. Mas vigilância de cidadãos americanos sem autorização judicial e autonomia letal sem autorização humana são limites que mereciam mais debate do que tiveram”, escreveu.
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“Foi uma questão de princípio, não de pessoas. Tenho muito respeito pelo Sam [Altman] e pelo time, e me orgulho do que fizemos juntos.”
A saída de Caitlin ocorre em meio a uma discussão nos Estados Unidos sobre até que ponto empresas de inteligência artificial devem colaborar com o uso militar da tecnologia.
Nos últimos dias, negociações entre o Pentágono e a empresa Anthropic fracassaram após a companhia defender limites rígidos para vigilância doméstica e armas autônomas.
Pouco depois, a OpenAI anunciou um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para disponibilizar seus modelos de inteligência artificial em uma rede governamental classificada.
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A decisão gerou críticas de funcionários e especialistas, que afirmaram que a OpenAI teria avançado nas negociações após a Anthropic recusar os termos.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a forma como o acordo foi anunciado pode ter parecido “oportunista” e disse que a empresa vem trabalhando para esclarecer as restrições sobre como a tecnologia pode ser utilizada pelos militares.
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