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ByteDance, Alibaba e Tencent disputam chips da Nvidia em encomendas de US$ 35 bilhões
Publicado 20/10/2026 • 14:10 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 20/10/2026 • 14:10 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
Foto: Creative Commons
As gigantes chinesas de tecnologia ByteDance, Alibaba e Tencent fizeram pedidos de mais de 3 milhões de placas de processamento da Nvidia, avaliados em mais de US$ 35 bilhões. As encomendas são de um novo modelo que pode ser vendido à China sem violar as restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.
O produto, chamado RTX PRO 5500, é menos potente do que os chips mais avançados da fabricante americana, mas pode ser usado em aplicações de inteligência artificial (IA). A procura cresceu em meio à dificuldade das empresas chinesas em conseguir equipamentos de alto desempenho.
A Nvidia, porém, informou a clientes e parceiros que não pode garantir a entrega de todos os pedidos, já que a demanda supera sua produção planejada. As informações foram reveladas nesta terça-feira (20) em uma reportagem exclusiva da Reuters, com base em relatos de pessoas familiarizadas com as negociações.
Cada placa custa cerca de US$ 11,4 mil. O valor superior a US$ 35 bilhões representa o potencial das encomendas feitas pelas três companhias, e não uma receita já registrada pela Nvidia.
Leia também: Huawei desenha próximos chips de IA com a DeepSeek e mira superar o muro de software que protege a Nvidia
A disputa pelos equipamentos vai além das três gigantes chinesas. Os pedidos de clientes da China já ultrapassaram 6 milhões de placas RTX PRO 5500, enquanto a Nvidia teria indicado capacidade para fabricar, no máximo, 3 milhões de unidades em todo o mundo em 2027.
Segundo pessoas que acompanham as negociações, a fabricante alertou parceiros de que eles poderão receber apenas entre 5% e 10% das quantidades solicitadas.
A previsão é que as primeiras amostras sejam disponibilizadas em dezembro deste ano, com entregas comerciais a partir do primeiro trimestre de 2027.
Parte da dificuldade está nas prioridades de produção da Nvidia. A companhia deve concentrar boa parte de sua capacidade de fabricação na plataforma Rubin, uma nova geração de chips voltada a grandes centros de processamento de dados.
As restrições americanas impedem a venda de determinados processadores avançados à China. É o caso do B300, usado em grandes centros de dados. Já as exportações do H200 dependem de análise individual e autorização das autoridades dos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCCom as restrições, empresas chinesas passaram a procurar chips que ainda podem ser comprados dos Estados Unidos. O RTX PRO 5500 foi desenvolvido para computadores profissionais de alto desempenho, mas também pode ser usado para executar modelos de inteligência artificial já treinados.
Essa atividade, conhecida como inferência, inclui tarefas como gerar respostas de assistentes virtuais e costuma exigir menos capacidade de processamento do que o treinamento de grandes modelos de IA.
O novo produto tem desempenho semelhante ao RTX 6000D, lançado pela Nvidia em 2025 para atender às regras americanas. Inicialmente, o modelo despertou pouco interesse entre as grandes empresas chinesas, que consideravam seu preço elevado e esperavam a liberação de equipamentos mais potentes.
Com a manutenção das restrições e a escassez de capacidade de processamento, a procura por alternativas aumentou. O RTX 6000D deixou de ser produzido e, segundo uma das fontes, seu preço no mercado chinês dobrou.
As limitações comerciais também favoreceram fabricantes locais, como a Huawei, que ampliaram sua presença no mercado de semicondutores.
Um sinal da procura pelo novo modelo apareceu em 13 de outubro, quando a empresa chinesa Tansun Technology informou, em documento ao mercado, ter firmado um acordo para adquirir 20 mil placas RTX PRO 5500 de um fornecedor não identificado.
A companhia alertou que a escassez de equipamentos, a demanda do setor e as restrições internacionais poderiam provocar atrasos ou reduzir o volume das entregas.
Procurada, a Nvidia criticou os controles americanos de exportação e as limitações chinesas às importações de produtos dos Estados Unidos, mas não confirmou os volumes das encomendas.
ByteDance, Alibaba e Tencent não responderam aos pedidos de comentário sobre as compras.
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