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Falha na Cloudflare afeta internet e tira do ar sites como X e ChatGPT
Publicado 18/11/2025 • 11:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/11/2025 • 11:03 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Fora do ar
Uma falha na Cloudflare provocou instabilidade generalizada na internet em vários países na manhã desta terça-feira (18), deixando mais de 500 sites e serviços fora do ar.
O mercado reage negativamente e as ações da Claudefare Inc caem quase 5% na Nasdaq, nesta manhã.
Usuários relataram erros de carregamento, lentidão e falhas de autenticação em plataformas como X (antigo Twitter), ChatGPT, Discord, Steam, Canva e até no DownDetector, que monitora quedas de serviços digitais.
Os primeiros relatos surgiram por volta das 8h30 (Brasília), com mensagens de erro 500 e interrupções no carregamento de páginas. Em alguns casos, os usuários do ChatGPT recebiam alertas ligados diretamente aos mecanismos de segurança da própria Cloudflare, sinalizando o ponto da falha.

A Cloudflare é uma CDN (Rede de Distribuição de Conteúdo) e plataforma de segurança que funciona como proxy reverso para milhares de sites ao redor do mundo. Ela distribui tráfego globalmente, reduz latência e protege contra ataques cibernéticos.
Quando ocorre uma interrupção, o impacto se espalha, atingindo plataformas que dependem da rede para estabilidade e segurança.
Durante o pico da instabilidade, o X apresentava erro ao carregar o feed, enquanto o ChatGPT exibia falhas de conexão. Discord, Steam e diversos serviços de jogos, streaming e autenticação também foram afetados. Até o próprio painel de controle da Cloudflare e sua API apresentaram problemas.
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Em comunicado, a companhia afirmou que está “ciente do problema que afeta clientes globalmente” e que equipes técnicas trabalham para identificar a origem dos erros 500, além de restaurar a operação completa do painel administrativo.
A empresa destacou que novas atualizações serão fornecidas assim que houver clareza técnica. A Cloudflare já enfrentou interrupções anteriores, reforçando como grande parte da internet depende da resiliência de sua infraestrutura.
No cenário atual, a falha mostra mais uma vez como a estabilidade operacional da Cloudflare é determinante para o funcionamento de serviços críticos usados diariamente no mundo inteiro.
Segundo o especialista Cristiano Vicente, diretor de inovação da Gröwnt, “ainda não há uma manifestação da Cloudflare sobre a causa do problema, mas considerando que a empresa entrega soluções de segurança para inúmeras aplicações, inclusive para bancos, o efeito é devastador em âmbito mundial em termos de indisponibilidade de serviços e de receita”.
Ele explica que, para o usuário comum, o impacto tende a ser limitado à instabilidade momentânea, mas para empresas o prejuízo é imediato: “o custo médio de interrupção em serviços digitais é de cerca de US$ 5.600 por minuto”, diz.
Eduardo Freire, estrategista de inovação e CEO da FWK Innovation Design, afirma que incidentes como o desta terça se tornaram mais comuns devido à crescente centralização da infraestrutura:
“A internet ficou mais concentrada e mais complexa. Quando um provedor de borda degrada, o impacto é sistêmico, como hoje: erro 500 em cascata, dashboard e API afetados e mitigação incluindo desativar WARP em Londres durante o recovery.”
Ele ressalta que plataformas como X e ChatGPT ficaram instáveis enquanto a Cloudflare reportava “degradação interna de serviço”.
Para Freire, há dois fatores principais:
Ele resume o problema:
“Não se trata mais de falhas isoladas, mas do risco de monocultura digital.”
Segundo Freire, existem soluções — porém caras.
Empresas podem adotar Multi-CDN, DNS autoritativo de outro provedor, degradar páginas de forma elegante (stale-if-error) e operar status pages independentes.
Mas tudo isso exige investimento e maturidade técnica.
“A estratégia é sair da monocultura e projetar o fallback como funcionalidade essencial.”
O advogado Lucas Ruiz Balconi, doutor em Direito Digital pela USP, concorda sobre a centralização:
“A questão não é que a internet esteja quebrando mais. Ela se tornou centralizada. Hoje, uma parcela gigantesca do tráfego mundial passa por um funil estreito controlado por poucas empresas como Cloudflare, AWS e Azure.”
Ele lista três causas técnicas comuns para apagões:
Balconi explica:
“Por segurança, latência e custo. Montar infraestrutura própria para defender ataques ou entregar conteúdo globalmente é inviável para 90% das empresas.”
Há como reduzir a dependência? Sim — com Multi-CDN.
Mas, segundo ele, “isso praticamente dobra o custo e exige engenharia complexa”.
Para o advogado, não é só questão técnica:
“Esses casos revelam falhas de Gestão de Mudança e Governança de TI.”
Ele afirma que atualizações apressadas e processos de CI/CD mal desenhados são causas comuns:
“Infraestrutura da internet não pode ser atualizada globalmente e de uma vez. É preciso escalonar e ter rollback automático em milissegundos.”
Do lado dos clientes, o problema é a falta de contingência:
“Muitas empresas tratam a internet como luz elétrica, mas não desenham planos de falha. Para serviços essenciais, a gestão de risco exige Multi-CDN. É mais caro, mas é o custo da disponibilidade.”
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