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Disney prepara oferta de US$ 20 milhões por ativos de empresa de inteligência artificial

Publicado 15/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • A Disney prepara uma oferta de US$ 20 milhões pelos ativos da Character.AI, empresa especializada em chatbots de inteligência artificial.
  • A plataforma pediu recuperação judicial nos Estados Unidos e prevê manter os serviços durante o processo de venda.
  • A Character.AI enfrentou processos envolvendo riscos a adolescentes e o uso de inteligência artificial na geração de documentos falsos.
Disney prepara oferta de US$ 20 milhões por ativos de empresa de inteligência artificial

Foto: unsplash

Disney prepara oferta de US$ 20 milhões por ativos de empresa de inteligência artificial

A Disney prepara uma oferta de US$ 20 milhões pelos ativos da Character.AI, plataforma de inteligência artificial especializada em chatbots, após a empresa entrar com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A proposta prevê uma licença perpétua não exclusiva de determinadas propriedades intelectuais, mas outras companhias ainda poderão apresentar ofertas durante o processo de venda.

A Character.AI recorreu ao Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos na segunda-feira (12), com o objetivo de viabilizar uma venda supervisionada pela Justiça e maximizar o valor de seus ativos.

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Segundo informações publicadas pelo TheWrap, a Disney Worldwide Services deve atuar como primeira proponente no leilão. A conclusão da disputa está prevista para o fim de novembro ou o início de dezembro.

Disney prepara oferta por ativos da Character.AI

A proposta inicial de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 100,684 milhões) não garante à Disney a compra dos ativos. Outras empresas poderão apresentar ofertas superiores antes da conclusão do processo, que seguirá sob supervisão judicial.

O acordo prevê uma licença perpétua não exclusiva de determinadas propriedades intelectuais. Portanto, a negociação não representa necessariamente a transferência definitiva de todos os direitos relacionados aos ativos envolvidos.

Além disso, a Disney poderá manter temporariamente funcionários da Character.AI contratados por Karandeep Anand para prestar serviços de transição.

Disputa por personagens antecede negociação

O interesse da Disney ocorre após um histórico de conflitos entre as duas empresas. Em setembro de 2025, a gigante do entretenimento enviou uma notificação extrajudicial à Character.AI para exigir o fim do uso não autorizado de personagens protegidos por direitos autorais e marcas registradas.

A disputa envolvia a utilização de propriedades intelectuais da Disney em chatbots capazes de conversar com usuários e assumir diferentes personalidades.

Agora, a companhia prepara uma proposta para obter uma licença de uso de determinados ativos da plataforma. A operação pode abrir caminho para uma relação comercial diferente daquela marcada pelo conflito sobre o uso de personagens.

Ex-CEO da Character.AI foi contratado pela Disney

A negociação também ocorre após a contratação de Karandeep Anand, ex-CEO da Character.AI, pela Disney. O executivo assumiu o cargo de diretor de tecnologia (CTO) da companhia em outubro de 2026, conforme as informações fornecidas pelo TheWrap.

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A contratação antecede a proposta pelos ativos da plataforma e aproxima as duas empresas em meio ao processo de reestruturação da companhia de inteligência artificial.

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Character.AI pretende manter serviços durante a venda

Apesar do pedido de recuperação judicial, a Character.AI pretende continuar operando normalmente, com interrupções mínimas nos serviços oferecidos aos usuários. O CEO da plataforma, Colin Adams, afirmou que a empresa adotou medidas para sustentar e aprimorar os negócios ao longo do último ano, mesmo diante de desafios jurídicos, regulatórios e operacionais.

Segundo o executivo, o conselho de administração avaliou as alternativas disponíveis antes de concluir que uma venda supervisionada pela Justiça oferecia a melhor oportunidade para maximizar o valor destinado às partes interessadas.

Adams também destacou que a segurança dos usuários e a manutenção de uma experiência envolvente continuam entre as prioridades da empresa durante o processo.

Processos judiciais aumentaram pressão sobre a empresa

A situação da Character.AI ocorre em meio a questionamentos sobre o funcionamento de seus chatbots. A plataforma enfrentou processos judiciais que acusaram inicialmente seus agentes de inteligência artificial de incentivar comportamentos de automutilação entre adolescentes. Além disso, a empresa já resolveu múltiplas ações relacionadas ao tema.

Além disso, o estado da Pensilvânia processou a companhia após a geração de uma licença médica profissional falsa por meio de sua tecnologia. Os episódios ampliaram os desafios jurídicos e regulatórios enfrentados pela empresa e colocaram em discussão os riscos associados ao uso de sistemas de inteligência artificial em interações com usuários.

Plataforma também aposta em microdramas

Em meio às dificuldades, a Character.AI redirecionou parte de sua estratégia para os chamados microdramas, produções audiovisuais curtas voltadas ao consumo digital. A mudança representa uma tentativa de explorar novos formatos de conteúdo enquanto a empresa enfrenta os efeitos das disputas judiciais e busca reorganizar seus negócios.

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O desfecho da negociação com a Disney dependerá do processo supervisionado pela Justiça e da eventual apresentação de propostas concorrentes. Até a conclusão do leilão, a gigante do entretenimento permanece como potencial compradora, enquanto a Character.AI prevê manter suas atividades durante a transição.

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