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Doutor Inovação: Foco da saúde em 2026 é integração de dados e inteligência artificial
Publicado 05/01/2026 • 16:22 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 05/01/2026 • 16:22 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A transformação digital na medicina brasileira atingiu seu ponto de inflexão em 2026, consolidando a inteligência artificial não mais como um acessório tecnológico, mas como o motor central da gestão assistencial e hospitalar.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o Dr. Pedro Batista, CEO da Horuss AI e comentarista, explicou que o país entra em um ano histórico onde a “falta de informação conectada”, responsável por perdas bilionárias, finalmente começa a ser combatida por sistemas de interoperabilidade e medicina preditiva de alta precisão.
Batista destacou que o cenário de 2026 é fruto de uma preparação intensa ocorrida em 2025, com a fundação de centenas de startups voltadas para a saúde. O foco imediato é a sustentabilidade financeira do sistema, tanto público quanto privado, atacando diretamente os gargalos de eficiência.
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Segundo o médico, o cruzamento de dados via IA permite identificar padrões que escapam ao olhar humano, otimizando desde o momento da alta hospitalar até a necessidade de novos exames.
“Vimos nos últimos cinco anos uma evolução muito rápida, e 2025 foi o ano que a IA apareceu para valer na saúde brasileira. Isso é relevante porque 30% de mais de R$ 1 trilhão, que é o custo da saúde no Brasil, vai para fraude, abuso e desperdício. 2026 entra para a história como o ano em que isso expande de forma consistente. Deixamos de ter a tecnologia como simples coadjuvante e ela passa a ser o pilar central das ações daqui para frente”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCUma das tendências mais disruptivas para este ano é a evolução dos dispositivos vestíveis (wearables), que agora se integram ao corpo humano de forma mais profunda. O Dr. Pedro mencionou o recente hardware lançado pela OpenAI como exemplo de como o monitoramento em tempo real — unindo áudio, vídeo e sinais vitais — transforma o paciente em uma fonte contínua de dados.
Essa conectividade permite que o sistema identifique riscos cardíacos ou crises hipertensivas antes mesmo de o paciente manifestar sintomas graves, direcionando-o preventivamente para a telemedicina ou pronto-socorro.
O avanço tecnológico, porém, traz desafios críticos de segurança. O médico introduziu o conceito de Shadow AI, alertando para médicos que utilizam ferramentas de IA não oficiais e inseguras para diagnósticos em “zonas de penumbra”.
Para mitigar riscos e garantir a saúde omnichannel — onde o médico do pronto-socorro tem acesso imediato a todo o histórico e dados do wearable do paciente —, o Brasil está investindo em interoperabilidade. Ele citou o projeto conjunto entre o Governo Federal, USP e Hospital das Clínicas como o primeiro sistema de troca de informações em larga escala do país.
“Não tem como construir segurança e individualidade para o paciente se o médico não estiver amparado de segurança digital. A cibersegurança nunca pode ficar de fora. Além disso, o Brasil tem um vanguardismo único ao tentar vincular a saúde corporativa (trabalhadores CLT e empresários) com os sistemas público e suplementar. Nada disso foi feito ainda nos EUA ou na Europa. Somos quem mais tem qualidade de analisar a produtividade e o cuidado do trabalhador agora em 2026”, concluiu o especialista.
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