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Escassez de chips de memória deve durar até 2027, diz executivo do setor de semicondutores
Publicado 26/01/2026 • 11:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/01/2026 • 11:10 | Atualizado há 1 hora
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Unsplash.
A escassez de chips de memória e a alta de preços devem persistir até 2027, afirmou à CNBC um dos principais executivos da indústria de semicondutores, reforçando a avaliação de que o aperto provocado pelo boom da infraestrutura de inteligência artificial (IA) pode durar mais do que o esperado.
Os chips de memória são componentes essenciais de dispositivos eletrônicos de consumo, como smartphones e laptops. Eles também se tornaram peças-chave em data centers de IA e nos servidores instalados nessas instalações. Em especial, há uma demanda significativa por memórias de alta largura de banda.
Leia também: Micron deixa mercado de memória para consumidores e foca chips de IA
Com dezenas de bilhões de dólares sendo investidos em infraestrutura de data centers, a demanda por chips de memória disparou, provocando uma alta de preços sem precedentes nos semicondutores — movimento que deve continuar neste ano.
Sassine Ghazi, CEO da Synopsys, empresa relevante no segmento de ferramentas de design de semicondutores, disse à CNBC em entrevista na semana passada que o “aperto” no mercado de chips deve continuar ao longo de 2026 e 2027.
Segundo Ghazi, a maior parte da produção de memória dos principais fabricantes “vai diretamente para a infraestrutura de IA, mas muitos outros produtos também precisam de memória, de modo que esses outros mercados hoje ficam desabastecidos, porque não há capacidade disponível para atendê-los”.
Samsung, SK Hynix e Micron são as maiores empresas de memória do mundo.
Embora essas companhias planejem expandir a produção, é necessário um prazo “mínimo” de dois anos para que novas capacidades entrem em operação — um dos motivos pelos quais a escassez deve persistir, afirmou Ghazi.
Leia também: Nova geração de memória HBM da SK Hynix promete avanço para IA e eleva ações da empresa
Historicamente, os preços da memória oscilam em ciclos de escassez ou excesso de oferta, o que determina o valor dos componentes. No entanto, alguns analistas têm chamado o movimento atual de “superciclo”.
“Agora é um momento de ouro para as empresas de memória”, disse Ghazi.
Winston Cheng, diretor financeiro da Lenovo, maior fabricante de PCs do mundo, também afirmou em entrevista na semana passada que “veremos os preços da memória subirem”, destacando a combinação de demanda elevada e oferta insuficiente.
O aumento dos preços da memória significa que fabricantes de eletrônicos de consumo podem precisar considerar reajustes.
A gigante chinesa de eletrônicos Xiaomi, uma das maiores fabricantes de smartphones do mundo, afirmou no ano passado que espera aumentos de preços para celulares em 2026. No entanto, Ghazi, da Synopsys, disse que os reajustes “já estão acontecendo”.
Cheng, da Lenovo, afirmou que, diante da forte demanda por chips de memória, está “muito confiante de que o ciclo permitirá repassar os custos”.
Segundo ele, a Lenovo conta com uma cadeia de suprimentos global e “diversificada”, com 30 unidades fabris ao redor do mundo, o que pode ajudar a mitigar parte dos riscos associados à escassez de memória.
Ainda assim, Cheng observou que o segmento de dispositivos de consumo “também está sentindo um pouco” os efeitos, “em termos de sensibilidade a preços”. Ele acrescentou que usuários de PCs e laptops ainda estão migrando para o Windows 11, sistema operacional da Microsoft lançado em 2021.
“Acho que esse ciclo de substituição é muito real”, disse Cheng. Apesar disso, os aumentos de preços devem “atingir primeiro a faixa mais baixa” do mercado de eletrônicos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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