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Europa não pode ficar para trás na corrida da IA, alerta CEO da Schneider Electric

Publicado 20/01/2026 • 22:06 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Em uma análise sobre o futuro do setor energético e tecnológico, o CEO da Schneider Electric, Olivier Blum, afirmou em entrevista à CNBC que a Europa enfrenta um momento decisivo.
  • Segundo o executivo, o continente não pode se dar ao luxo de retroceder em relação a potências como os Estados Unidos e a China no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), sob o risco de comprometer sua eficiência e soberania econômica.
  • Blum, que lidera uma companhia com 190 anos de história, descreveu a Schneider hoje como uma "empresa tecnológica de energia". Para ele, a IA não é apenas uma tendência de mercado, mas a peça final que faltava para tornar a energia verdadeiramente inteligente.
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Em uma análise sobre o futuro do setor energético e tecnológico, o CEO da Schneider Electric, Olivier Blum, afirmou em entrevista à CNBC que a Europa enfrenta um momento decisivo.

Segundo o executivo, o continente não pode se dar ao luxo de retroceder em relação a potências como os Estados Unidos e a China no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), sob o risco de comprometer sua eficiência e soberania econômica.

O nexo entre IA e Inteligência Energética

Blum, que lidera uma companhia com 190 anos de história, descreveu a Schneider hoje como uma “empresa tecnológica de energia”. Para ele, a IA não é apenas uma tendência de mercado, mas a peça final que faltava para tornar a energia verdadeiramente inteligente.

“O que a IA traz, além da tecnologia digital anterior, é a capacidade de tornar a energia realmente inteligente. Vejo mais oportunidades para trazer progresso ao mundo e eficiência aos nossos clientes”, afirmou Blum.

O CEO enfatizou que a eletrificação está avançando em todos os âmbitos — de residências a carros e indústrias. Contudo, o diferencial competitivo residirá na capacidade de gerenciar essa demanda de forma flexível e digitalizada.

O alerta de 175 GW e o desafio da eficiência

Um dos pontos de maior atenção na conversa foi o aviso recente da Schneider sobre um potencial déficit de capacidade de 175 GW nos EUA até 2033. Blum explicou que esse número massivo pode causar gargalos sistêmicos e interromper a revolução da IA se não houver uma mudança de mentalidade.

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Para o executivo, a solução não passa necessariamente por aumentar a oferta de combustíveis fósseis, mas sim por uma gestão de demanda mais sofisticada:

  • Gerenciamento Flexível: Utilizar tecnologia para ajustar o consumo em tempo real.
  • Energia Descentralizada: Facilitar o acesso a fontes locais e eletrificação.
  • Economia de Espaço: Reduzir a necessidade de novas infraestruturas pesadas através da eficiência pura.

Soberania digital: Europa na retaguarda?

Ao ser questionado sobre a posição da Europa, Blum observou que o bloco tem estado “realmente atrasado” em termos de tecnologia de IA e infraestrutura de nuvem (cloud). Ele defendeu que cada região do mundo deveria possuir sua própria tecnologia de IA soberana para garantir a eficiência global.

“Ter sua própria nuvem é importante, mas ter a tecnologia de IA é o que vemos nos EUA e na China. Esperamos que, um dia, cada parte do mundo tenha sua própria soberania para tornar o sistema global mais eficiente”, pontuou.

Transformação estratégica e metas para 2030

Financeiramente, a Schneider Electric está dobrando suas apostas em inovação. Blum confirmou que o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (R&D), que antes oscilava entre 4% e 6%, subirá para 7%. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de US$ 4,1 bilhões para manter o compromisso com os investidores, projetando um crescimento de 7% a 10% nos próximos anos.

A grande meta, no entanto, é a transição de modelo de negócio:

  1. Além do Hardware: Sair da dependência histórica de equipamentos físicos.
  2. Software e Serviços: Alcançar 25% da receita através de soluções digitais e serviços recorrentes até 2030.
  3. Soluções Digitais: Focar em dados que permitam ao cliente final entender e otimizar seu uso energético.

Blum encerrou a entrevista demonstrando otimismo quanto à capacidade da Schneider de superar essas metas. “A energia torna-se mais interessante para todos no momento em que a IA se torna global”, concluiu.

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