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Falta de investimento em tecnologia limita crescimento da América Latina, diz economista
Publicado 11/04/2026 • 08:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/04/2026 • 08:10 | Atualizado há 2 meses
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A falta de um investimento robusto em tecnologia e a baixa integração com a dinâmica global são os principais entraves para que a região supere as expectativas de crescimento, disse Walter Franco, economista, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele ressaltou que a inovação é o motor das economias modernas e que a região ainda patina nesse sentido: “Carece na América Latina um intuito, um esforço e um cuidado maior com o investimento em tecnologia para que a gente consiga se interar com a dinâmica global. É importantíssimo que nós olhássemos para investimentos específicos em áreas que nos dessem capacidade de apresentar, no médio e longo prazos, crescimentos robustos e mais sustentáveis”.
Sobre o atraso em inteligência artificial, o economista destacou que o Brasil possui vantagens competitivas que não estão sendo aproveitadas por falta de estratégia. “Nossa capacidade nessa área depende muito de energia e o Brasil é superavitário, tem uma série de fontes energéticas. Faltaria um planejamento para que utilizássemos esses fatores determinantes e viabilizássemos uma maneira de o país adentrar nesse mercado com esse diferencial energético e com os hubs de desenvolvimento que já possuímos”.
Em relação aos conflitos globais, como a crise entre Irã e Estados Unidos, Walter Franco pontuou que o impacto é relevante, mas poderia ser mitigado com maior independência industrial. “Quanto mais tecnologicamente desenvolvidos e integrados globalmente estivéssemos, menos passíveis de sermos afetados estaríamos. No Brasil, o biodiesel compensaria em parte o impacto do preço do diesel internacional, mas precisamos crescer não apenas em commodities, mas dentro de uma dinâmica mais tecnológica e industrializada”.
O economista também classificou as taxas de juros como o principal “ponto nevrálgico” que impede uma expansão maior do PIB brasileiro em 2026. “Os juros coíbem o investimento produtivo e o crescimento de longo prazo, sendo necessário um trabalho forte do governo na redução do gasto público. Esse fator coíbe muito mais o crescimento do Brasil do que o problema no Oriente Médio, que gera mais uma volatilidade negativa de preços do que um impacto direto no PIB”.
Por fim, ao analisar a “colcha de retalhos” econômica da região, o especialista mostrou um otimismo cauteloso sobre a capacidade de superação dos países latino-americanos. “O México e a Colômbia podem sofrer mais pela dependência do mercado americano, enquanto a Argentina passa por uma reorganização interessante. Acredito que a América Latina pode surpreender e entregar algo melhor que os 2,1%, justamente por essa diversidade de alternativas que permite compensar perdas em setores específicos”, concluiu.
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