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Jovi aposta em celulares premium e quer estar entre as maiores marcas do Brasil, diz CMO da companhia

Publicado 07/10/2026 • 17:33 | Atualizado há 31 minutos

KEY POINTS

  • Jovi ampliou em cinco vezes a capacidade de produção de sua fábrica em Manaus e pode fabricar 500 mil aparelhos neste ano.
  • Marca aposta na linha premium X300 e em recursos avançados de fotografia e vídeo para disputar espaço no mercado brasileiro de smartphones.
  • Brasil é considerado estratégico para a expansão global da companhia, que pretende estar entre as principais fabricantes do país no longo prazo.

A Jovi pretende estar entre as principais marcas de smartphones do mercado brasileiro e vê o país como peça central de sua expansão na América do Sul, afirmou Jorge Gloss, CMO da Jovi Mobile, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (7).

Com pouco mais de um ano de operação no país, a empresa ampliou em cinco vezes a capacidade produtiva de sua fábrica em Manaus, que agora pode fabricar 500 mil aparelhos por ano. A estratégia combina produção local com uma aposta crescente no segmento premium, especialmente em celulares voltados à produção profissional de fotos e vídeos.

“A gente chega aqui com uma mira no longo prazo. A gente quer estar entre as top do mercado. É assim que a gente é percebido em outros mercados onde está presente. Não vai ser diferente aqui no Brasil”, declarou Gloss.

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A Jovi é a marca adotada no Brasil pela fabricante chinesa Vivo, que, segundo o executivo, vende 100 milhões de aparelhos por ano globalmente e está presente em mais de 60 países. A mudança de nome foi necessária porque a marca Vivo já é utilizada no mercado brasileiro pela operadora de telecomunicações.

“A China já chegou a um limite populacional, então a gente precisa expandir para outros lugares. E o Brasil cresceu como parceiro-chave nessa história”, explicou.

A operação brasileira foi lançada em 29 de maio de 2025. Para Gloss, o país tornou-se uma das principais oportunidades para a expansão internacional da fabricante e ocupa posição central na estratégia para a América do Sul.

“O Brasil é uma oportunidade gigante de a gente continuar crescendo no mundo. É onde a Vivo almeja crescimento, e o foco hoje é estar na América do Sul, com o Brasil como principal representante disso”, disse.

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Produção em Manaus cresceu cinco vezes

A chegada ao mercado brasileiro foi acompanhada pela instalação de produção local em Manaus. Gloss não detalhou quantos trabalhadores estão diretamente ligados à fábrica, mas afirmou que a companhia reúne mais de mil profissionais no Brasil, considerando equipes de escritório e de campo.

“A gente já começa a operação com aparelhos produzidos localmente. Toda a operação brasileira é tropicalizada”, ressaltou.

O crescimento da capacidade industrial é um dos indicadores usados pela empresa para avaliar a evolução desde o lançamento no país. “De lá para cá, o que a gente pode falar é que aumentou a capacidade de produção da fábrica em cinco vezes. Este ano, a gente tem uma capacidade produtiva de 500 mil peças”, afirmou.

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A companhia oferece aparelhos em diferentes faixas de preço. A linha Y inclui modelos próximos de R$ 1 mil, enquanto a empresa também busca ampliar sua presença no segmento premium.

Celular de R$ 20 mil mira produtor profissional

A principal aposta nessa faixa é o X300 Ultra, lançado no Brasil em agosto e direcionado especialmente a consumidores que utilizam o smartphone para produção audiovisual.

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O aparelho pode ser equipado com uma lente telescópica removível de 400 milímetros, incluída no kit, aproximando a proposta do produto da experiência oferecida por equipamentos fotográficos profissionais.

“O nosso foco é o produtor de conteúdo profissional. Então, ele vê isso como um investimento. Não é só um gasto, não é só um lazer”, afirmou Gloss.

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O X300 Ultra chegou ao mercado brasileiro por cerca de R$ 20 mil, embora o preço possa variar de acordo com varejistas e operadoras. Para o executivo, a comparação de preço deve considerar justamente a possibilidade de o aparelho substituir outros equipamentos utilizados na produção de conteúdo.

“Quando o consumidor entende a nossa proposta, o valor é entendível. É um alto valor, mas faz sentido para a proposta do produto”, declarou. “Quando você compara com uma câmera profissional, dependendo da comparação, ele é até mais barato.”

Apesar do avanço dos smartphones dobráveis, a companhia não pretende fazer dessa categoria sua prioridade no Brasil neste momento. A fabricante já produz esses aparelhos em outros mercados, mas o foco brasileiro permanece na linha X. “A gente já produz dobráveis há bastante tempo globalmente. Hoje não é o nosso principal foco”, explicou.

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Brasil atrai indústria chinesa

Gloss também avalia que o interesse das empresas chinesas pelo mercado brasileiro tende a continuar crescendo, movimento que não se restringe ao setor de smartphones. “O Brasil é um mercado-chave para toda a indústria chinesa. Acho que todo mundo pode sentir hoje no dia a dia quantas marcas, quantos produtos chineses conhecia há dois anos e quantos existem hoje”, disse.

Um dos desafios específicos da companhia é operar no Brasil com uma marca diferente daquela utilizada internacionalmente. Além disso, segundo Gloss, a estrutura de vendas brasileira, com forte participação de varejistas e operadoras, difere de outros mercados importantes para a fabricante.

“A gente é líder na Índia, por exemplo, na China, em outros mercados da Ásia, e aqui difere esse modelo de mercado”, afirmou.

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Antes de assumir a área de marketing da Jovi, Gloss trabalhou no Alibaba e na operação brasileira do AliExpress. A experiência, segundo ele, contribuiu para entender como empresas chinesas precisam adaptar suas estratégias ao consumidor brasileiro.

Para o executivo, uma das características das companhias chinesas é justamente a capacidade de alterar rapidamente a execução sem abandonar objetivos de longo prazo.

“Eu costumo falar que o planejamento acontece no gerúndio, no chinês, porque ele nunca é um plano, acaba e vamos fazer acontecer. Ele está se reinventando a todo momento”, concluiu.

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