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Microsoft leva Word e Excel ao Copilot e amplia aposta em IA
Publicado 25/09/2026 • 20:19 | Atualizado há 24 minutos
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Publicado 25/09/2026 • 20:19 | Atualizado há 24 minutos
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Wikimedia Commons
A Microsoft vai aprofundar a integração de Word, Excel e PowerPoint ao Copilot, em uma estratégia para transformar seu assistente de inteligência artificial na principal porta de entrada para a tradicional suíte de produtividade da companhia.
Nas próximas semanas, assinantes individuais do Microsoft 365 e empresas participantes do programa de testes poderão criar, editar e compartilhar arquivos diretamente no Copilot, sem precisar alternar entre diferentes aplicativos.
A proposta vai além das ferramentas simplificadas para visualização e edição de documentos que passaram a aparecer em diferentes plataformas de inteligência artificial.
Leia também: Microsoft unifica aplicativos Copilot e aposta em “superaplicativo” de inteligência artificial
“Muitas pessoas colocaram visualizadores simplificados de documentos em seus produtos ao longo do último ano. Mas isto é o Office completo”, disse à AFP Jacob Andreou, vice-presidente executivo responsável pelo Copilot.
O movimento ocorre depois de OpenAI, criadora do ChatGPT, e Anthropic, responsável pelo Claude, lançarem suas próprias ferramentas para criação de documentos nos últimos meses.
As duas empresas de inteligência artificial, sediadas em San Francisco, também são fornecedoras importantes da Microsoft, já que o Copilot funciona principalmente com modelos desenvolvidos por elas.
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A Microsoft apresentou em junho uma série de modelos próprios de inteligência artificial, mas, por enquanto, eles alimentam apenas alguns produtos, entre eles a ferramenta de programação GitHub Copilot, segundo Andreou.
A companhia também anunciou naquele mês um modelo de baixo custo destinado a tarefas rotineiras, que ainda não foi lançado.
Outra frente da estratégia é o Autopilot, software incorporado ao Copilot capaz de executar tarefas automatizadas continuamente e de forma autônoma.
Anteriormente chamado de Scout, o sistema foi apresentado pela Microsoft em junho como seu primeiro assistente de IA “sempre ativo”, capaz de continuar funcionando online mesmo quando o computador do usuário está desligado.
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Por enquanto, a tecnologia permanece disponível apenas para um grupo restrito de clientes.
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, comparou na quarta-feira a chegada dessas ferramentas de IA ao ambiente corporativo à disseminação dos computadores pessoais, quando planilhas do Excel enviadas por e-mail começaram gradualmente a substituir memorandos internos datilografados e transmitidos por fax.
Um dos principais desafios dessa nova fase, segundo Nadella, será permitir que empresas migrem de um modelo de inteligência artificial para outro sem perder dados ou conhecimento acumulado durante o processo.
“Meu teste para uma verdadeira independência daqui para a frente é que você tenha um sistema privado de avaliação” e consiga alternar entre diferentes modelos, disse Nadella durante um evento para clientes.
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A estratégia ganha relevância porque o próprio Copilot depende atualmente, em grande parte, de tecnologias fornecidas por OpenAI e Anthropic, ao mesmo tempo em que a Microsoft desenvolve modelos próprios.
Na estrutura comercial, a assinatura do Copilot custa US$ 30 (R$ 156) por usuário ao mês e oferece acesso a funções básicas de inteligência artificial, como análise de dados e elaboração de documentos.
“Essa é a IA que você deveria oferecer a todos” dentro da empresa, afirmou Andreou.
Ferramentas mais avançadas baseadas em agentes de IA, que exigem maior capacidade computacional, são cobradas conforme a utilização.
Para Andreou, as empresas deveriam começar a liberar essas tecnologias mais poderosas de maneira seletiva. “Você deve encontrar as melhores pessoas da sua organização”, disse, citando os 10% ou 20% dos funcionários de melhor desempenho, e começar a oferecer a eles acesso às ferramentas mais avançadas baseadas em agentes.
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