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Microsoft prevê mais de US$ 10 bilhões em investimentos no Golfo até 2030

Publicado 23/09/2026 • 17:03 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Microsoft pretende investir mais de US$ 10 bilhões em quatro países do Golfo até 2030.
  • Recursos serão destinados à expansão de infraestrutura de computação em nuvem, inteligência artificial e operações na região.
  • Empresa também prevê mais de US$ 400 milhões para ampliar a conectividade submarina e terrestre no Oriente Médio.
Microsoft lança recurso que transforma discos do Xbox em jogos digitais

Foto: unsplash

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A Microsoft planeja investir mais de US$ 10 bilhões nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Kuwait até 2030, ampliando principalmente sua infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial na região.

O plano mantém os investimentos já previstos antes do início do conflito com o Irã e acrescenta novos projetos. Segundo Brad Smith, vice-presidente e presidente da Microsoft, a companhia decidiu ampliar os gastos apesar do aumento dos riscos geopolíticos.

“Estamos mantendo todos os investimentos que planejávamos fazer antes do início deste conflito e, na verdade, estamos ampliando-os”, disse Smith à Reuters. Ele classificou o programa como um plano de gastos “agressivo”.

A empresa não detalhou quanto será destinado a cada país nem quais projetos receberão os recursos, citando, entre outros fatores, questões de segurança.

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IA ganha espaço nos países do Golfo

O avanço da Microsoft ocorre em meio a uma corrida dos países do Golfo para ampliar investimentos em inteligência artificial e reduzir a dependência econômica de petróleo e gás.

Governos e empresas da região vêm apostando em data centers e infraestrutura de IA, beneficiados pela disponibilidade de terras e pelo acesso a energia de menor custo. A expectativa é atrair grandes companhias globais de tecnologia e transformar a região em um polo de processamento e desenvolvimento de inteligência artificial.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta limitações, como o acesso a chips avançados e os riscos associados ao conflito. Instalações de processamento de dados da AWS, divisão de nuvem da Amazon, no Barein e nos Emirados Árabes Unidos, estiveram entre os alvos mencionados no contexto da guerra.

Microsoft reforça estratégia de resiliência digital

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Além da expansão de infraestrutura, a Microsoft passou a trabalhar com governos e parceiros locais para reforçar a proteção de dados e a capacidade de manter serviços digitais funcionando durante crises.

Smith afirmou que a companhia começou a realizar avaliações de resiliência digital com parceiros da região já na primeira semana do conflito, iniciado em 28 de fevereiro.

A estratégia inclui preparação de sistemas e proteção de dados críticos, área que ganhou peso no planejamento regional da empresa diante dos riscos de ataques à infraestrutura tecnológica.

A Microsoft também pretende destinar mais de US$ 400 milhões até 2030 à expansão da conectividade submarina e terrestre no Oriente Médio.

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Parcerias com empresas locais

A companhia também vem ampliando sua relação com empresas de inteligência artificial da região.

Nos Emirados Árabes Unidos, a Microsoft investiu US$ 1,5 bilhão na G42 em 2024 para adquirir uma participação minoritária. O acordo também garantiu à empresa americana um assento no conselho de administração da companhia de Abu Dhabi, atualmente ocupado por Brad Smith.

Na Arábia Saudita, a Microsoft trabalha com a Humain, enquanto no Catar mantém parceria com a Qai. Segundo Smith, a cooperação ocorre em áreas consideradas prioritárias pelas empresas, mas a Microsoft não planeja realizar investimentos de capital nessas duas companhias.

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