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Como uma empresa do Vale do Silício está aproveitando a restrição da Premier League a anúncios de apostas
Publicado 22/08/2026 • 07:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 22/08/2026 • 07:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação / Arsenal
O Arsenal foi o campeão da Premier League da temporada 2025/26
Os clubes da Premier League estão começando a nova temporada sem empresas de apostas na parte da frente de suas camisas de jogo, com a entrada em vigor de uma restrição adotada por toda a liga.
A mudança obrigou oito dos 20 clubes da liga a encontrar novos parceiros para a parte da frente das camisas na temporada 2026/27, colocando simultaneamente no mercado alguns dos espaços publicitários mais valiosos do esporte mundial.
No Fulham Football Club, a empresa de apostas online SBOTOP foi substituída pela ClickHouse, uma empresa de infraestrutura de dados do Vale do Silício.
Com vários clubes procurando novos patrocinadores ao mesmo tempo, empresas como a ClickHouse passaram repentinamente a ter acesso a oportunidades que, de outra forma, poderiam ser mais difíceis de conseguir.
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“Há uma oportunidade única de se tornar patrocinador de uma instituição como essa, e simplesmente não podíamos deixá-la passar”, disse à CNBC Tanya Bragin, vice-presidente de produto e marketing da ClickHouse.
O aumento da oferta de espaços de patrocínio disponíveis também pode ter dado aos potenciais parceiros maior poder de negociação.
“Se há mais espaços chegando ao mercado ao mesmo tempo, é um mercado favorável aos compradores”, disse Bragin.
Mas isso não significa necessariamente que o patrocínio na Premier League tenha ficado mais barato. Bragin disse que as oportunidades apresentadas à ClickHouse continuaram competitivas, refletindo a demanda persistente por exposição por meio de uma das ligas esportivas mais assistidas do mundo.
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Para a ClickHouse, escolher um clube da Premier League não se resumiu simplesmente a encontrar o maior nome disponível. Patrocinar um dos maiores clubes da Premier League exigiria um investimento consideravelmente maior, tornando o Fulham – que terminou em 11º lugar entre os 20 times da liga na temporada passada – uma opção mais atraente.
“Falando com transparência, os principais times obviamente exigiriam um investimento muito maior para que pudéssemos patrociná-los”, disse Bragin. “Até que talvez sejamos uma empresa de capital aberto, pensei: sabe, talvez um time do meio da tabela fosse o ideal em termos de faixa de preço.”
Londres foi outro fator importante, com a ClickHouse considerando a parceria com uma equipe sediada na capital do Reino Unido tanto uma oportunidade de marketing global quanto uma opção ideal para receber clientes e parceiros.
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“Para mim, pessoalmente, em termos de liderar nossos esforços de marketing e entrada no mercado, a hospitalidade foi fundamental”, disse Bragin.
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Siga o Times | CNBCPara as casas de apostas, o patrocínio na Premier League oferecia acesso a milhões de potenciais clientes que poderiam utilizar diretamente seus produtos. As empresas que estão substituindo essas marcas podem valorizar o futebol por razões completamente diferentes.
Essa mudança está ocorrendo em outras partes da liga, com novos setores ocupando posições anteriormente preenchidas por marcas de apostas. O Everton substituiu a empresa de apostas Stake pela empresa de serviços financeiros CMC Markets, enquanto o Brentford trocou a Hollywoodbets pela plataforma de recrutamento Indeed.
Mas as próprias casas de apostas não estão necessariamente deixando o futebol. Henry Beesley, gerente de marketing da casa de apostas britânica Fitzdares, disse que o setor teve anos para se preparar.
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“Isso já estava no horizonte há algum tempo. As casas de apostas estão preparadas para isso”, disse Beesley à CNBC.
Os clubes da Premier League ainda podem exibir marcas de apostas nas mangas e nos uniformes de treino, enquanto os clubes da English Football League – aqueles das outras quatro divisões do futebol profissional do país – não estão sujeitos à restrição voluntária.
Isso deixa às casas de apostas outras formas de manter sua presença no futebol inglês e pode tornar alguns desses espaços restantes de patrocínio mais valiosos.
“Cada vez mais, as casas de apostas estarão no patrocínio das mangas, e o valor desses patrocínios aumentará significativamente”, disse Beesley.
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O Manchester United assinou recentemente um patrocínio para o uniforme de treino com a Betway, supostamente no valor de até 20 milhões de libras (US$ 27 milhões, ou R$ 139,05 milhões) por ano, enquanto o Tottenham Hotspur também exibe uma marca de apostas em seu uniforme de treino.
Para as casas de apostas, as restrições podem, portanto, exigir uma mudança de estratégia, em vez de uma saída do futebol.
“Trata-se de ser um pouco mais estratégico”, disse Beesley. “Tentamos nos perguntar: ‘Como continuamos contando a história da nossa marca por meio de nossos patrocínios?’ E esse, em última análise, precisa ser o foco.”
A presença contínua de marcas de apostas em outros espaços do futebol também levantou dúvidas sobre até que ponto a restrição realmente reduzirá a exposição dos torcedores à publicidade de apostas ou se parte desses gastos e dessa visibilidade simplesmente migrará para outros espaços.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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