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Essa animação chinesa faturou bilhões — e talvez você não tenha visto
Publicado 27/12/2025 • 10:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/12/2025 • 10:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: reprodução Prime Video
Essa animação chinesa faturou bilhões — e talvez você não tenha visto
Lançada no fim de janeiro de 2025 na China, durante o feriado do Festival da Primavera, a animação sequência Ne Zha 2 tornou-se, em poucas semanas, um dos maiores fenômenos da história do cinema mundial.
O filme ultrapassou a marca de quase US$ 1,9 bilhão em bilheteria global, superando produções ocidentais consagradas e assumindo o posto de animação mais lucrativa do ano.
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O feito chama atenção não apenas pelo volume arrecadado, mas porque ocorreu longe do eixo tradicional de Hollywood, com a maior parte da receita concentrada no mercado chinês, segundo reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Até fevereiro de 2025, o Ne Zha 2 arrecadou mais de 13 bilhões de yuans em vendas de ingressos, superando Divertida Mente 2, da Pixar, e tornando-se a animação de maior bilheteria mundial até o momento.
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Hoje a animação é o maior sucesso de bilheteria mundial, com uma arrecadação de US$ 2,001 bilhões, equivalentes a quase R$ 12 bilhões, segundo o ranking do Box Office Mojo.
Mais de 98% desse valor veio do mercado internacional, especialmente da China continental. Nos Estados Unidos, a arrecadação ficou em torno de US$ 20 milhões, o equivalente a pouco mais de 1% do total.
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O desempenho transformou o longa no filme não falado em inglês mais lucrativo da história, à frente de títulos como Parasita e Your Name, de acordo com a matéria publicada no CNBC.
Inspirado na mitologia chinesa, o filme dá continuidade à história de Ne Zha, um jovem demônio que desafia seu destino.
Na sequência, o personagem divide o próprio corpo com o amigo Ao Bing após um cataclismo que ameaça separá-los definitivamente. Juntos, enfrentam uma força ancestral capaz de colocar a humanidade em risco.
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A combinação de ação, fantasia, drama e efeitos visuais sofisticados ampliou o alcance do filme para além do público infantil, atraindo diferentes faixas etárias. A profundidade emocional da narrativa foi apontada como um dos fatores-chave para o sucesso.
Produzido pelo Beijing Enlight Media, Ne Zha 2 contou com a colaboração de cerca de 140 estúdios e empresas de animação.
O projeto reflete uma estratégia nacional de fortalecimento do cinema local, apoiada por incentivos governamentais e pela meta oficial de transformar a China em uma potência cinematográfica até 2035.
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Especialistas alertam, no entanto, para o risco de superprodução. O crescimento acelerado do setor exige planejamento para evitar saturação do público e instabilidade financeira entre estúdios e investidores.
Para quem acompanha de perto a indústria audiovisual chinesa, o sucesso de Ne Zha 2 não chega a ser uma surpresa.
Lançado no início de 2025, o longa consolidou uma transformação que vinha sendo construída ao longo da última década: a animação chinesa deixou de ser um nicho experimental para se tornar um setor industrial robusto, capaz de competir em escala global.
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Nos últimos anos, títulos como Chang An, Big Fish and Begonia e Deep Sea pavimentaram o caminho para produções mais ambiciosas. Ne Zha 2, sequência do filme que liderou as bilheterias chinesas em 2019, representa o auge desse processo.
A obra foi responsável por cerca de metade da arrecadação do cinema chinês durante o feriado do Festival da Primavera, o período mais lucrativo do ano para o setor.
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O desempenho superou, inclusive, lançamentos hollywoodianos recentes, que vêm enfrentando queda de interesse no país.
Diferentemente de estúdios que centralizam a produção internamente, Ne Zha 2 adotou um modelo colaborativo. Estúdios de diferentes regiões participaram do projeto, enquanto subsídios locais ajudaram a viabilizar o alto nível técnico da animação.
Esse modelo reflete uma política pública mais ampla, que busca garantir que filmes nacionais representem ao menos 55% da bilheteria anual chinesa.
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O desempenho de Ne Zha 2 também evidencia uma mudança no equilíbrio de forças do cinema mundial. Enquanto blockbusters americanos enfrentam dificuldades para se manter entre os mais assistidos na China, produções locais ganham espaço, público e prestígio.
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