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Sem estatuetas, mas com mercado em evidência: o saldo do cinema brasileiro no Oscar 2026

Publicado 16/03/2026 • 00:34 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A 98ª edição do Oscar terminou sem premiações para o Brasil, mas com um sentimento de consolidação estratégica para a indústria nacional.
  • Em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, o professor de Cinema e Audiovisual da ESPM, Márcio Rodrigo, analisou o impacto das cinco indicações brasileiras sob a ótica dos negócios e da internacionalização da sétima arte.
  • Segundo ele, o fato do Brasil ter emplacado duas temporadas consecutivas com forte presença na Academia, com “Ainda Estou Aqui” em 2025 e agora com o longa de Kleber Mendonça Filho, coloca o país em uma vitrine global sem precedentes.

A 98ª edição do Oscar terminou na noite deste domingo (15) sem premiações para o Brasil, mas com um sentimento de consolidação estratégica para a indústria nacional. Apesar da expectativa em torno de “O Agente Secreto”, que disputava quatro categorias, e de Adolpho Veloso, indicado por “Sonhos de Trem”, o país encerrou a noite sem estatuetas.

Contudo, para especialistas, o saldo vai muito além do troféu.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o professor de Cinema e Audiovisual da ESPM, Márcio Rodrigo, analisou o impacto das cinco indicações brasileiras sob a ótica dos negócios e da internacionalização da sétima arte.

Segundo ele, o fato do Brasil ter emplacado duas temporadas consecutivas com forte presença na Academia, com “Ainda Estou Aqui” em 2025 e agora com o longa de Kleber Mendonça Filho, coloca o país em uma vitrine global sem precedentes.

Degrau a degrau na comercialização

Para o professor, o reconhecimento da crítica internacional é o motor que faltava para impulsionar o consumo e o investimento no setor. Ele destaca que “O Agente Secreto” trilhou uma jornada de dez meses por 15 países e acumulou mais de 50 prêmios antes de chegar ao Dolby Theatre.

Nós precisamos agora subir degrau a degrau, aprendendo melhor o caminho da comercialização. Hollywood é Hollywood não apenas porque produz filmes, mas porque comercializa filmes. Ela faz disso um grande negócio ao redor do mundo”, afirmou Márcio Rodrigo.

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O especialista ressalta que a produção brasileira é vasta, com mais de 200 estreias de longas-metragens no circuito doméstico apenas no último ano, mas que o desafio atual reside na estratégia de internacionalização e na conquista do público interno. Para o professor, o momento positivo deve servir como gatilho para parcerias de distribuição e coproduções que garantam um ciclo virtuoso de produção e lucro.

O desafio do “estranho no ninho”

Um dos pontos centrais da discussão foi a receptividade da Academia a histórias com recortes regionais profundos. Márcio Rodrigo traçou um paralelo entre o sucesso de dramas familiares universalistas e a dificuldade dos votantes americanos em absorver tramas muito específicas de uma cultura local.

Os votantes da Academia ainda têm dificuldade para entrar em histórias tão nacionais, tão regionais, como é o caso do ‘Agente Secreto’, que é um filme totalmente marcado por um universo muito pernambucano. São histórias que os votantes ainda têm dificuldade de entrar, porque é um filme que chamamos de mais nacionalista ou culturalista”, explicou o professor.

Apesar da barreira cultural, Rodrigo vê uma gradativa abertura de Hollywood, citando o marco histórico de “Parasita” em 2019 como um exemplo de que filmes não falados em inglês podem dominar as categorias principais. O papel das plataformas de streaming também foi apontado como fundamental para a sustentação desse novo momento, com parcerias entre Netflix, Globoplay e HBO Max garantindo que a produção nacional não dependa apenas de sucessos sazonais.

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