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Título e fortuna: o combo bilionário da NBA Cup para atrair mais público
Publicado 12/12/2025 • 12:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/12/2025 • 12:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Título e fortuna: o combo bilionário da NBA para atrair público
Título e fortuna: o combo bilionário da NBA para atrair público
A NBA nunca teve problema de talentos, tampouco de audiência. O problema sempre esteve no meio do caminho. Com 82 jogos por equipe, a temporada regular virou, ao longo dos anos, um tanto excessiva, com partidas demais, emoção de menos e a atenção diluída.
O público percebeu. A liga também.
Criada em 2023, a NBA Cup nasceu como experimento e tentativa de fazer o torcedor voltar a se importar antes de abril, quando começam os playoffs.
O formato lembra torneios de futebol de curta duração. Fase de grupos, critérios objetivos como saldo de pontos, classificação por desempenho e, depois, mata-mata em jogo único. Nada de séries longas, nada de margem para cálculo. Perdeu, acabou. fazendo com que cada posse pese, cada erro custe caro, o que muda o comportamento dos jogadores em quadra.
As semifinais e a final acontecem em Las Vegas, e isso não é um mero detalhe logístico. A cidade concentra turismo, apostas, entretenimento e publicidade em escala industrial, sendo o ambiente ideal para transformar basquete em megaevento.
Ao levar a decisão para a T-Mobile Arena, a NBA testa a cidade como ativo permanente da liga, em um momento em que a expansão para Las Vegas já circula como possibilidade concreta.
Se o formato chama atenção, é a premiação que altera o eixo da competição. Diferente dos playoffs, em que o dinheiro vai para as franquias, na NBA Cup o prêmio cai diretamente na conta de jogadores e treinadores.
Os valores falam por si:
Esse detalhe elimina o distanciamento típico da temporada regular. Para atletas de contratos médios ou baixos, a Copa é uma grande oportunidade.
Nada resume melhor esse espírito do que a resposta de Desmond Bane, do Orlando Magic. Questionado sobre a motivação, foi direto: precisava pagar uma multa de US$ 35 mil aplicada pela própria liga.
Não há romantização. Na NBA Cup, competir rende retorno financeiro.
Todos os jogos do torneio são exibidos em rede nacional. Isso significa maior audiência, exposição contratual, valor de mercado e futuras negociações. Para quem normalmente vive à sombra das estrelas, a Copa funciona como vitrine.
Nesta terceira edição, mais uma vez o torneio não terá o campeão anterior nas fases decisivas. O resultado é um cenário aberto, sem hierarquia consolidada.
No Oeste, o Oklahoma City Thunder chega forte, liderado por Shai Gilgeous-Alexander, MVP da liga, com números que dispensam adjetivos. Do outro lado, o San Antonio Spurs aposta no impacto de Victor Wembanyama, cuja presença altera qualquer leitura tática.
No lado Leste, New York Knicks e Orlando Magic equilibram expectativas. Jalen Brunson carrega o esquadrão nova-iorquino. Paolo Banchero sustenta os Magics, e nada está decidido.

A dúvida inicial — se os times levariam o torneio a sério, perdeu força. O discurso dos jogadores mudou.
“Se você compete, quer ganhar sempre”, disse Josh Hart, do New York Knicks. A frase vende espetáculo e confirma a intenção da liga.
A NBA Cup já não precisa se justificar.
A Amazon Prime Video garantiu exclusividade das transmissões nos Estados Unidos e no Brasil. O movimento reforça a aposta do streaming em esportes ao vivo e amplia o alcance do torneio fora da América do Norte.
O comissário Adam Silver já falou abertamente sobre a possibilidade de incluir clubes da Europa e da África no futuro. A Copa nasce doméstica, mas pensa grande.

Ao levar a decisão para Las Vegas, pagar diretamente os atletas e transformar jogos comuns em eventos raros, a NBA reorganiza o valor da temporada regular.
A NBA Cup pode não resolver todos os excessos do calendário. Mas aponta um caminho, de menos dispersão e mais significado. Menos quantidade, mais impacto.
E, nesse desenho, o título é só metade da história. A outra metade está no dinheiro — e na atenção que ele compra.

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