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Negócios em Jogo: futebol brasileiro precisa virar produto global e parar de só vender talentos, diz Cacá Bueno

Publicado 28/04/2026 • 13:56 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Brasil lidera exportação de jogadores, mas ainda falha em transformar sua liga em negócio internacional rentável.
  • Especialista aponta gramados, iluminação, segurança e transmissão como entraves ao crescimento do espetáculo.
  • Novo fundo europeu de 100 milhões de euros mira tecnologia e formatos inovadores que podem inspirar o país.

O futebol brasileiro precisa deixar de ser apenas fornecedor de jogadores e passar a vender um produto esportivo global. A avaliação é de Cacá Bueno, empresário, piloto e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao comentar o lançamento do fundo Gama-Vibes Partners, criado pelo ex-dirigente da Juventus Andrea Agnelli.

Segundo ele, o movimento europeu reforça uma tendência internacional de inovação no esporte, com uso de tecnologia, novos formatos de competição e foco crescente em experiência do público. “O fundo busca captar 100 milhões de euros (R$ 500,0 milhões) para financiar novos modelos de competição, tecnologia e engajamento no futebol”, afirmou em sua participação no Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (28)

Cacá destacou que a proposta vai além do entretenimento tradicional e mira eficiência esportiva e retenção de audiência. “A ideia é usar tecnologia não apenas para divertir, mas para melhorar performance técnica, transmissão e retenção de público”, explicou.

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Brasil tem talento, mas não monetiza

Para o empresário, o Brasil reúne ativos naturais raros no futebol mundial, mas ainda falha em convertê-los em valor econômico. “O Brasil é o maior exportador de talentos do futebol mundial e é reconhecido como o país do futebol”, ressaltou.

Apesar disso, ele avalia que o país deveria ocupar posição de destaque entre as ligas mais valiosas do planeta, o que ainda não aconteceu. “O Brasil deveria estar entre as quatro maiores ligas do mundo em valor de mercado, mas ainda não conseguimos vender nosso produto internacionalmente”, pontuou.

Na comparação com grandes mercados europeus, Cacá afirmou que há diferença de estratégia. “Premier League e La Liga se preocupam primeiro com a qualidade do produto para depois gerar valor. No Brasil, parece que todos querem vender direitos antes de melhorar o espetáculo”, frisou.

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Formação e visão de longo prazo

Ao comentar declarações recentes de Carlo Ancelotti, o empresário disse que o país já possui abundância de talento bruto, mas precisa evoluir na formação esportiva e mental. “O Brasil já é um celeiro natural de talentos e não precisa se preocupar tanto em criar talentos, mas sim em formar atletas e mentalidade”, destacou.

Ele criticou ainda a busca por soluções financeiras imediatas por parte de muitos clubes nacionais. “Muitas vezes se vende jogador aos 18 anos para resolver caixa, em vez de pensar no produto de longo prazo”, observou.

Estrutura ainda limita espetáculo

Para Cacá Bueno, o principal gargalo atual do futebol brasileiro não está mais nos estádios, que melhoraram após a Copa do Mundo, mas em aspectos operacionais que afetam a experiência do torcedor e a imagem externa da liga. “O problema não é mais a falta de estádios. O problema é a qualidade do gramado, da iluminação, da transmissão e da segurança”, afirmou.

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Segundo ele, muitos jogos importantes ainda não atingem padrão internacional para exportação audiovisual. “Falta organização e carinho com o produto. O torcedor japonês ou europeu gosta da Seleção Brasileira, mas não consome a liga brasileira porque o espetáculo é inferior ao europeu”, lembrou.

Tecnologia pode mudar patamar

Na visão do empresário, o uso inteligente de dados, plataformas digitais e formatos modernos pode recolocar o Brasil no centro da indústria global do futebol. “Precisamos tropicalizar as ideias da Europa para a nossa realidade. Temos os maiores talentos, mas precisamos transformar isso em uma liga referência mundial”, concluiu.

Para Cacá Bueno, organização exige investimento, mas o fator decisivo continua sendo gestão profissional e visão estratégica de médio e longo prazo para que o futebol brasileiro volte a ser assunto global dentro e fora de campo.

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