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Hollywood vai mudar para sempre? Estudo revela como a IA pode virar a indústria do audiovisual

Publicado 10/02/2026 • 09:44 | Atualizado há 2 horas

Depositphotos

Um novo relatório da McKinsey indica que a inteligência artificial já começou a alterar a engrenagem da indústria audiovisual – e pode provocar mudanças profundas na forma como filmes e séries são produzidos, distribuídos e monetizados nos próximos anos.

A consultoria entrevistou mais de 20 executivos de estúdios, produtores, agentes de talentos, pesquisadores e líderes de tecnologia para avaliar como a IA está sendo incorporada ao setor. A conclusão: embora os efeitos mais visíveis ainda estejam concentrados em etapas específicas da produção, o impacto potencial vai muito além de ganhos pontuais de eficiência.

Segundo o levantamento, o avanço da tecnologia ocorre em um momento delicado para o mercado global de entretenimento, marcado pela fragmentação da audiência, pelo crescimento das plataformas de streaming e redes sociais e pela desaceleração dos investimentos em conteúdo original — especialmente nos Estados Unidos, onde os estúdios vêm priorizando direitos esportivos e produções licenciadas.

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Ganhos iniciais na produção

De acordo com o estudo, empresas já registram aumentos de produtividade entre 5% e 10% em áreas como desenvolvimento de projetos, pré-produção e pós-produção. Ferramentas de IA vêm sendo usadas para apoiar a criação de roteiros, testar versões de histórias, planejar filmagens, localizar conteúdos para outros idiomas e acelerar processos de edição e efeitos visuais.

A expectativa é que, nos próximos cinco anos, essas aplicações se expandam para etapas mais complexas, como filmagens físicas e construção de cenários virtuais, reduzindo a necessidade de refilmagens e encurtando cronogramas.

A McKinsey estima que, até 2030, cerca de US$ 10 bilhões dos gastos com conteúdo original nos EUA possam ser influenciados por soluções baseadas em IA.

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Três caminhos possíveis para o setor

O relatório aponta três grandes cenários para a evolução da indústria.

O primeiro, considerado o mais provável no curto prazo, prevê a escala da IA dentro dos fluxos de produção existentes, com plataformas e estúdios usando a tecnologia para cortar custos e acelerar entregas. Nesse contexto, distribuidores e grandes compradores de conteúdo tendem a capturar a maior parte dos ganhos econômicos, devido à sua escala e poder de negociação.

Um segundo cenário envolve a democratização da produção profissional. Ferramentas cada vez mais sofisticadas poderiam permitir que pequenos estúdios e criadores independentes produzam obras com padrão técnico próximo ao das grandes produtoras, ampliando a oferta de títulos no mercado e pressionando os modelos tradicionais de TV e cinema.

Mesmo uma migração modesta de audiência para plataformas abertas e conteúdos gerados por usuários poderia representar bilhões de dólares em perda de receita para o sistema atual, segundo as simulações da consultoria.

O terceiro – e mais disruptivo – prevê o surgimento de novos formatos narrativos e canais de distribuição, impulsionados por IA. Entre as possibilidades estão histórias interativas e personalizadas, personagens que evoluem ao longo do tempo e universos ficcionais que se adaptam às escolhas do público. Em transições tecnológicas anteriores, mudanças desse tipo provocaram quedas médias de 35% nas receitas de empresas incumbentes nos cinco anos seguintes à adoção em larga escala.

A McKinsey calcula que até US$ 60 bilhões em receitas anuais poderiam ser redistribuídos no setor caso a IA alcance adoção massiva superior às tecnologias atuais.

Riscos e tensões no horizonte

Apesar do otimismo em torno do potencial produtivo da IA, o estudo destaca uma série de preocupações que já dominam o debate em Hollywood.

Entre elas estão os impactos sobre empregos criativos, o uso de réplicas digitais de artistas, disputas trabalhistas com sindicatos e a proteção de direitos autorais. A consultoria observa que estúdios e empresas de tecnologia já enfrentam ações judiciais sobre o treinamento de modelos com obras protegidas, além de discussões sobre quem detém a autoria de conteúdos gerados com auxílio de algoritmos.

Outro ponto sensível envolve viés e alucinações nos sistemas de IA, que podem reforçar estereótipos, influenciar decisões de elenco e afetar a diversidade de personagens, exigindo revisão humana constante.

Preparação para múltiplos futuros

Para a McKinsey, a incerteza ainda é elevada: a qualidade das ferramentas, a regulação, a aceitação criativa e o comportamento do público serão determinantes para definir até onde a IA irá transformar o setor.

Enquanto isso, a recomendação aos executivos é clara: testar aplicações com cautela, estabelecer métricas para avaliar impactos e preparar as organizações para diferentes cenários.

“O cinema e a TV podem estar diante da maior mudança tecnológica de sua história recente”, conclui o estudo, uma transformação que promete redefinir não apenas como as histórias são feitas, mas também quem as cria e como chegam ao público.

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