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Barcelona bate 1 bilhão de euros em receita pela primeira vez em meio a dívida bilionária
Publicado 24/09/2026 • 18:18 | Atualizado há 44 minutos
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Publicado 24/09/2026 • 18:18 | Atualizado há 44 minutos
KEY POINTS
Foto: Instagram/FC Barcelona.
O Barcelona atingiu uma marca inédita em sua história ao ultrapassar a barreira de 1 bilhão de euros (R$ 6,2 bilhões) em receitas. O resultado ocorre durante um processo de reorganização financeira do clube, que ainda convive com uma dívida total estimada em 2,4 bilhões de euros (R$ 14,88 bilhões).
O novo patamar representa uma mudança importante em relação aos anos recentes, marcados por limitações financeiras, dificuldades para registrar atletas e decisões que impactaram diretamente as contas da instituição. A pandemia agravou esse cenário, enquanto contratações de valores elevados que não entregaram o retorno esperado aumentaram a pressão sobre o clube.
Como parte das medidas adotadas durante o período mais crítico, o Barcelona precisou negociar jogadores importantes que estavam entre os maiores salários do elenco. Lionel Messi e Luis Suárez foram alguns dos nomes que deixaram o clube nesse contexto. A recuperação das receitas, entretanto, passou a ser sustentada por diferentes áreas. O desempenho de La Masia, a expansão dos acordos comerciais e a retomada da capacidade de geração de dinheiro do Spotify Camp Nou estão entre os elementos que contribuíram para que o Barcelona alcançasse o novo recorde.
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As categorias de base passaram a exercer uma função ainda mais relevante na estratégia do Barcelona. Além de fornecer jogadores para o time principal, La Masia se tornou uma importante fonte de geração de receita em um período no qual o clube precisou reduzir gastos e apostar mais em atletas formados internamente.
Nos últimos anos, dois jogadores revelados pelo Barcelona conquistaram o Golden Boy, prêmio concedido ao melhor jovem jogador com potencial do mundo: Lamine Yamal e Gavi. Outro produto da base, Pau Cubarsí, foi escolhido como o melhor jogador jovem da Copa do Mundo.
A formação de atletas também passou a representar uma oportunidade financeira. Somente na última temporada, o Barcelona arrecadou mais de € 89 milhões (R$ 552 milhões) com a venda de jogadores formados no clube. Considerando os últimos dez anos, as negociações envolvendo atletas da base geraram aproximadamente € 130 milhões (R$ 806 milhões). Um dos casos citados é o de Nico González, que acabou negociado depois de não conseguir se estabelecer no elenco principal.
Além das transferências definitivas, o Barcelona utiliza empréstimos como parte do processo de desenvolvimento de seus jogadores. A estratégia permite que os atletas tenham mais tempo de jogo e evoluam antes de uma possível volta ao elenco ou de uma negociação futura.
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O resultado financeiro também está relacionado ao crescimento das receitas comerciais. Antes de ultrapassar a marca de € 1 bilhão, o Barcelona já havia registrado € 994 milhões (R$ 6,16 bilhões) em receitas na temporada anterior. Os patrocínios foram responsáveis por € 259 milhões (R$ 1,61 bilhão), enquanto o setor de merchandising movimentou € 170 milhões (R$ 1,05 bilhão), valor que representou um crescimento de 55% em relação ao período anterior.
Outra frente que ganhou importância foi o comércio eletrônico. O clube ampliou a distribuição de seus produtos oficiais e passou a alcançar consumidores em mais de 170 países, aumentando o alcance internacional de sua operação comercial.
Entre os acordos comerciais mais relevantes está a parceria com o Spotify. O contrato rende ao Barcelona € 95 milhões por temporada (R$ 589 milhões) e envolve diferentes propriedades do clube. A empresa ocupa o espaço de patrocinadora máster nas camisas das equipes masculina e feminina. Além disso, o acordo inclui os naming rights do Camp Nou e a presença da marca nos uniformes utilizados nos treinamentos.
A combinação entre receitas comerciais, exploração da marca, desempenho de La Masia e recuperação da capacidade de geração de receita do estádio ajudou o Barcelona a atingir pela primeira vez a marca de € 1 bilhão.
O resultado, porém, acontece enquanto o clube ainda trabalha para reduzir o impacto de uma dívida de € 2,4 bilhões (R$ 14,88 bilhões) e superar os efeitos financeiros acumulados nos últimos anos.
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