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Nova York fatura bilhões com sucesso econômico da Copa do Mundo
Publicado 20/07/2026 • 04:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 20/07/2026 • 04:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Vista aérea de Manhattan, em Nova York
A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19) e conquistou o título da Copa do Mundo no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O resultado encerrou um torneio que bateu recordes de público e movimentou a economia da região de Nova York. A vitória frustrou a chance de Messi conquistar o bicampeonato consecutivo pela Argentina, mas coroou a campanha espanhola, atual campeã europeia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente argentino, Javier Milei, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, acompanharam a partida ao lado de 80 mil espectadores no estádio.
Outros 50 mil torcedores assistiram de graça no Great Lawn, no Central Park, e a cidade organizou mais de 100 exibições públicas gratuitas. A FIFA promoveu uma cerimônia de encerramento com Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS no show de intervalo.
Leia também: Bicampeã: Espanha vence Argentina com gol na prorrogação e conquista a Copa do Mundo de 2026
Antes mesmo da decisão, o retorno financeiro do torneio já era considerado expressivo pelos organizadores. Um estudo do Comitê Organizador de Nova York e Nova Jersey estimou que somente a fase de grupos gerou US$ 1,2 bilhão em impacto econômico direto na região, segundo o CEO do comitê, Alex Lasry.
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Siga o Times | CNBCO consumo em torno dos jogos também bateu recordes. Mais de 400 mil pessoas foram a cinco partidas seguidas com ingressos esgotados no MetLife Stadium. O ônibus oficial do evento, cobrado a US$ 20, vendeu 69.179 passagens e faturou US$ 1,4 milhão no período. A abertura entre Brasil e Marrocos gerou a maior receita de alimentos e bebidas do estádio desde o Super Bowl de 2014, de acordo com Lasry.
Apesar de seguir entre os eventos esportivos mais caros da história, o valor dos ingressos para a final recuou nos últimos dias antes do jogo. Desde 8 de julho, o menor preço pedido caiu 33% e a oferta disponível subiu 65%, conforme dados do Ticket-Compare.com. O preço médio de revenda girava em torno de US$ 12,5 mil, segundo a SeatGeek, faixa próxima à praticada para o Super Bowl em anos recentes.
O gasto elevado dos torcedores, porém, não se traduziu em salto expressivo para o setor hoteleiro. Dados da CoStar mostraram a ocupação em Nova York subindo 3% na abertura entre Brasil e Marrocos, na comparação anual, antes de recuar levemente nos jogos seguintes disputados na região. A diária média e a receita por quarto disponível, no entanto, cresceram cerca de 30% nos dias de jogo no MetLife Stadium.
A polêmica comercial do torneio ficou por conta da venda de pedaços do gramado do estádio pela FIFA, a partir de US$ 450, o que gerou reação de políticos locais. Para o CEO da Fanatics, Michael Rubin, o torneio ajudou a mudar a posição do futebol no mercado americano. Já a real conversão desse impulso em público para a Major League Soccer segue incerta, apesar do aumento relatado na venda de produtos e nas inscrições em ligas recreativas na cidade.
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